Exclusivo! Irmão de Eliza Samudio revela detalhes da relação com a mãe e faz acusações graves

A localização de um passaporte de Eliza Samudio em Portugal trouxe à tona não apenas questões investigativas, mas também o atual cenário da família da modelo.

Em entrevista exclusiva ao BacciNoticias, Arlie Moura, irmão de Eliza, confirmou que o contato com sua mãe, Sônia Moura, foi formalmente interrompido. O relato expõe uma estrutura familiar marcada pelo distanciamento, onde informações sobre o caso e sobre o paradeiro de familiares próximos são obtidas apenas por meio de veículos de comunicação.

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O silêncio imposto nas redes sociais

Enquanto o público acompanha os desdobramentos sobre o documento localizado na Europa, Arlie vive uma realidade de exclusão familiar. Ele confirmou que não possui qualquer vínculo com Sônia, sendo bloqueado nas redes sociais pela mãe e pelo sobrinho, Bruninho Samudio.

Segundo ele, o distanciamento definitivo ocorreu após uma cobrança sobre situações vivenciadas ainda no Mato Grosso do Sul, o que resultou no fim do diálogo entre ambos. Apesar do afastamento, Arlie demonstra uma postura resiliente. Ele afirma que, embora a situação seja drástica, sente-se em paz com a decisão de manter caminhos distintos.

Hoje sou bloqueado no WhatsApp, no Instagram dela, e, pra mim tá tudo bem, entendeu? É que ela me bloqueou sobre outras situações que eu fui cobrar ela uma situação que ocorreu quando eu morava no Mato Grosso do Sul ainda”, comentou sem revelar detalhes de qual seria o motivo.

Arlie Moura

Arlie Moura, irmão mais novo de Eliza Samudio || Reprodução: Redes Sociais

Relatos de sorofobia e intolerância religiosa

O ponto mais sensível da entrevista surge quando Arlie aborda os motivos éticos e pessoais que desgastaram a relação com Sônia. Ele relatou episódios que classifica como intolerância religiosa, mencionando declarações passadas de sua mãe que o feriram profundamente.

Arlie relembrou um diálogo ocorrido anos atrás, no qual Sônia teria afirmado que, caso ele fosse portador do vírus HIV, não sobreviveria por mais de três meses. Diagnosticado com o vírus em junho de 2020, hoje ele vive uma realidade de saúde estável e bem-estar, desmentindo as previsões pessimistas e estigmatizantes que ouviu no passado. O irmão de Eliza Samudio define essa atitude como sorofobia, um preconceito direcionado a pessoas que vivem com HIV.

Além disso, ele detalhou um episódio de intolerância religiosa, ocorrido quando tentou homenagear Sônia e sua mãe de santo em uma publicação de Dia das Mães. Na ocasião, Sônia teria exigido que sua imagem não fosse vinculada à figura religiosa, o que gerou mais um ponto de atrito intransponível.

Aconteceu um caso de sorofobia, que ela falou que se eu tivesse HIV eu não duraria nem três meses. Isso foi em uma conversa que a gente teve, enquanto eu ainda morava na casa dela em Mato Grosso do Sul. Tipo hoje, tem cinco anos que eu vivo com HIV, descobri em junho de 2020 né? Hoje eu vivo bem (em realação a saúde). Com ela, também, teve já uma vez na questão de intolerância religiosa que eu postei uma foto dela e da minha mãe de santo, desejando feliz dia das mães, e ela falou para não postar essas coisas juntos (vincular a imagem dela com outra pessoa)”, relatou.

Em um áudio obtido pelo portal, Sônia repudia as vestimentas do filho para ir acompanhar Bruninho Samudio nos campos:

“Não é questão de preconceito, mas você já pensou? O pessoal do futebol é cruel. Daí, você vem todo de menininha, todo maquiada, todo coisa. Daí os guri vão cair no coro dele, daí ele não vai aguentar, ele vai descer o braço. É questão disso, acho que não custa você fazer uma forcinha”, diz a mãe de Arlie e Eliza.

Ainda nas conversas é possível ver que Sônia fala que não tem preconceito pela condição sexual do filho, mas, repudia o fato dele usar maquiagem. Além disso, ela não entendeu o fato do filho mudar o nome de Pedro para Arlei, justificando que ele nunca se relacionou com mulheres, e, por isso na visão dela não precisaria mudar de nome. Por sua vez, ele tenta justificar que a mãe estaria invalidando pessoas LGBTQIAPN+ e ela responde que irá tentar curar suas feridas.

“Vou tentar curar as feridas, decepções, não terei muitos anos para serem vividos, estou cansada de guerras”, finaliza Sônia na conversa.

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A busca por identidade própria

Para Arlie, viver sob a sombra de um dos crimes mais famosos do Brasil já é um fardo pesado, que se torna ainda mais difícil diante de conflitos familiares internos.

O distanciamento da mãe, portanto, surge não apenas como uma briga familiar comum, mas como uma tentativa de Arlie de construir uma trajetória baseada no respeito às suas escolhas de vida e à sua condição de gênero, longe de julgamentos e da exposição midiática que costuma cercar o nome Samudio.

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