Após a Justiça decidir que o empresário Renê da Silva Nogueira Júnior será julgado por júri popular, a defesa da família da vítima, o gari Laudemir de Souza Fernandes se manifestou sobre as expectativas do julgamento. Em contato com o portal BacciNotícias, o advogado Tiago Lenoir, que acompanha o caso desde o momento da prisão em flagrante, reafirmou seu compromisso em buscar a punição rigorosa do acusado.
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Primeiros passos
Segundo o advogado, a meta agora é garantir que o réu receba uma sentença que reflita a gravidade do crime cometido durante uma discussão no trânsito de Belo Horizonte.
“Como advogado da família do gari Laudemir, sigo firme e comprometido na busca pela responsabilização deste indivíduo que tirou sua vida. Estou no caso desde a prisão em flagrante, e busquei pelo indiciamento, denúncia e agora alcançamos a pronúncia”, declarou o Dr. Tiago Lenoir.
A expectativa para o julgamento
O advogado destacou que percorreu um longo caminho jurídico, desde o indiciamento pela polícia até a aceitação da denúncia pelo Ministério Público, chegando agora à fase de pronúncia. Lenoir explicou que o objetivo final é obter uma condenação robusta perante o Tribunal do Júri da capital mineira.
Para o advogado, a natureza do crime é considerada hedionda e exige uma resposta firme do Poder Judiciário para confortar a família da vítima. Além disso, ele reforçou que não pretende diminuir o ritmo de trabalho até que o desfecho do caso seja alcançado.
“O próximo passo é a condenação perante o Tribunal do Júri de BH, com uma pena robusta, à altura da gravidade e da natureza hedionda do crime cometido. Não vou parar. A luta por justiça continua!”, comentou o advogado.
A defesa da família acredita que as provas colhidas, incluindo os laudos técnicos da arma utilizada, são contundentes e suficientes para convencer os jurados durante a sessão de julgamento que deve ser marcada em breve.
A expectativa é que o julgamento atraia atenção pública, uma vez que o caso envolve uma discussão de trânsito que terminou em tragédia. Enquanto aguarda a definição da data, a defesa da família de Laudemir foca em preparar os argumentos que serão apresentados no tribunal.
Para o advogado, a continuidade da prisão preventiva de Renê, é um passo importante para garantir que o processo siga sem interferências e que a justiça seja aplicada conforme o esperado pela sociedade.
Relembre o crime
O incidente ocorreu no bairro Vila da Serra, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em agosto de 2025, motivado por um desentendimento no trânsito.
Segundo os relatos que constam no inquérito policial, os trabalhadores realizavam a coleta urbana quando o veículo conduzido pelo empresário foi impedido de transitar momentaneamente. Testemunhas afirmam que, mesmo após a tentativa de viabilizar a passagem, o acusado teria desembarcado do automóvel e efetuado os disparos contra a equipe de trabalho.
A identificação do suspeito foi possível graças ao auxílio de testemunhas que memorizaram o número da placa do veículo, além do suporte de sistemas de monitoramento por câmeras da região. A captura ocorreu em uma academia, onde o empresário negou o envolvimento com os fatos. Contudo, o reconhecimento presencial e as evidências técnicas reforçaram a tese da acusação apresentada pelo Ministério Público.
A arma do crime
Um ponto relevante apurado pela Polícia Civil diz respeito à origem do armamento utilizado na ação. Exames de microbalística confirmaram que os projéteis encontrados no local do crime partiram de uma arma pertencente à esposa do réu, que atua como servidora da Polícia Civil de Minas Gerais.
O laudo pericial comparou munições deflagradas e intactas colhidas na cena com o equipamento registrado em nome da funcionária pública.
Diante dessa constatação, a Corregedoria da instituição instaurou um procedimento administrativo paralelo para investigar a conduta da servidora e as circunstâncias em que o armamento chegou às mãos do marido.
O processo principal segue agora para o júri popular, representada pelos jurados, para que profira o veredito final sobre a responsabilidade de Renê da Silva Nogueira Júnior na morte de Laudemir de Souza Fernandes.
Assista o vídeo:
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