As forças militares dos Estados Unidos, com apoio de países aliados, realizaram neste sábado (10) uma ofensiva de grande escala contra alvos do Estado Islâmico na Síria. Segundo o Comando Central dos Estados Unidos, os bombardeios atingiram múltiplas posições do grupo jihadista em diferentes regiões do país.
A ação integra a chamada Operação Ataque Hawkeye, anunciada em 19 de dezembro, e foi desencadeada após um ataque do Estado Islâmico que deixou dois militares norte-americanos e um civil mortos dias antes. De acordo com o CENTCOM, o objetivo é impedir novas ofensivas contra forças dos Estados Unidos e de seus parceiros na região.
“Os ataques de hoje tiveram como alvo o Estado Islâmico em toda a Síria, como parte do nosso compromisso contínuo de erradicar o terrorismo islâmico contra nossos combatentes, prevenir futuros ataques e proteger as forças americanas e de nossos parceiros na região”, informou o comando militar em nota oficial.
O porta-voz do CENTCOM, capitão Tim Hawkins, afirmou à emissora NBC News que mais de 35 alvos foram atingidos durante a operação. Segundo ele, foram disparadas mais de 90 munições de precisão, com o emprego de mais de 20 aeronaves. O governo norte-americano não detalhou os pontos exatos atingidos.
Em vídeos divulgados pelo Comando Central, é possível ver caças e bombardeiros em ação, mas sem identificação clara das localidades atacadas. Ainda assim, o órgão reforçou que a ofensiva teve como foco combatentes do Estado Islâmico, além de estruturas logísticas e depósitos de armas utilizados pelo grupo.
“Nossa mensagem permanece clara: se você ferir nossos combatentes, nós o encontraremos e o mataremos em qualquer lugar do mundo, não importa o quanto você tente escapar da justiça”, destacou o CENTCOM.
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, também comentou a ofensiva em uma publicação na rede social X. “Nós nunca vamos esquecer, e nunca vamos ceder”, escreveu.

