Especulação aponta para união de Bocalom, Bittar e Alan em 2026; lideranças negam

O ContilNet procurou os principais envolvidos na especulação

Uma especulação surgiu dentro do grupo da direita acreana sobre a disputa ao governo em 2026. O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, junto com sua esposa, Kelen Nunes, e o senador Márcio Bittar, estariam se preparando para apoiar a candidatura de Alan Rick.

Alan Rick, Bocalom e Márcio Bittar/Foto: Reprodução

De acordo com rumores que circulam em determinados subgrupos do colegiado direitista, Kelen seria indicada como vice na chapa.

Kelen Nunes é a primeira-dama de Rio Branco/ Foto: ContilNet

ContilNet procurou os principais envolvidos na especulação. Bocalom, embora tenha negado qualquer possibilidade nesse sentido, afirmou que o assunto já chegou aos seus ouvidos.

“Faz dias que essa conversa surgiu e eu dei a resposta: jamais vou fazer acordo para colocar minha esposa como vice se eu posso ser candidato. Eu posso ser candidato; isso está previsto. Esse ano está aberto e estamos conversando. Eu não sou homem de negociata. Isso é coisa para maluco, idiota. Não tem acordo. Eu sou um homem que escreveu uma história e tenho orgulho dela”, declarou.

Sobre sua possível candidatura ao governo, Bocalom disse que o assunto será tratado e a decisão será tomada até abril. “Não estou apressado para decidir, mas nos próximos dias vamos conversar sobre isso. Tenho até abril para tomar essa decisão, mas nunca tratamos disso, desse tipo de negociata, em absoluto. Isso é conversa de quem tem medo de que o nosso nome entre na disputa”, acrescentou.

Márcio Bittar também foi ouvido pelo ContilNet e disse que não há chance de construir essa aliança. “Zero chance. Esta é a primeira vez que ouço isso. Teve alguma nota sobre isso, mas ninguém falou comigo e nem tratei com ninguém dessa situação. Esse assunto Bittar/Alan/Bocalom/Kelen nunca passou por especulação”, pontuou.

Bittar destacou que há muitas incertezas sobre a disputa ao governo dentro do campo da direita, especialmente devido à situação do governador Gladson Camelí no âmbito da Operação Ptolomeu. “Faz muito tempo que não participo de reunião nenhuma. O meu lado pessoal está resolvido. Sou candidato à reeleição. A situação do Gladson faz com que nada esteja resolvido sobre 2026 e suas candidaturas. Não há como esconder que não tem nada resolvido. Tem muita precipitação de muita gente”, afirmou.

“Estou dando tempo ao tempo. Se eu tiver que decidir algo, será no tempo certo. Se o Bocalom estiver minimamente preparado para disputar o governo, como eu vou dizer não? Minha situação é essa. A prioridade do PL é a candidatura ao Senado, mas isso não significa que vou brigar com o Bocalom e dizer que ele não pode ser candidato”, concluiu.