Dois médicos intensivistas que atuam na UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga, prestaram depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal no inquérito que apura a morte de três pacientes na unidade. As oitivas buscam esclarecer como técnicos de enfermagem tiveram acesso a senhas médicas utilizadas para retirada e prescrição de medicamentos controlados.
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Segundo a polícia, a principal linha de investigação é apurar se houve compartilhamento irregular de senhas entre profissionais da equipe ou se os dados foram obtidos de forma ilegal. A apuração também analisa possível negligência no controle da farmácia do hospital, já que a retirada desse tipo de medicamento exige acompanhamento médico.
De acordo com as investigações, um técnico de enfermagem, de 24 anos, é apontado como o executor das mortes. Ele teria aplicado doses excessivas de medicamentos em pacientes internados na UTI, utilizando as substâncias como veneno.
Em um dos casos, após o fim do medicamento, o suspeito injetou desinfetante diretamente na veia de uma paciente de 75 anos, provocando o óbito. As câmeras de segurança da unidade registraram o momento das aplicações, sempre coincidentes com pioras súbitas do quadro clínico das vítimas.
Confissões e prisões
O técnico confessou o crime após ser confrontado com as imagens do circuito interno. Uma das colegas também admitiu participação, enquanto a terceira é acusada de acobertar as ações.
As vítimas são uma professora aposentada de 75 anos, um servidor público de 63 anos e um servidor dos Correios de 33 anos. Todos morreram após paradas cardíacas consideradas atípicas, o que levou o hospital a instaurar uma investigação interna e acionar a polícia.
Os três técnicos de enfermagem, com idades entre 22 e 28 anos, foram demitidos e seguem presos temporariamente. A Polícia Civil continua analisando depoimentos e materiais apreendidos para esclarecer a dinâmica dos crimes e apurar eventuais responsabilidades de outros profissionais.
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