Uma denúncia envolvendo violência doméstica e abuso de poder econômico foi revelada na manhã desta segunda-feira (12) em Manaus, no Amazonas.
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A denúncia
De acordo com informações do portal CM7Brasil, o proprietário de uma fábrica de café é acusado por sua ex-companheira de utilizar sua fortuna e influência para monitorar, intimidar e controlar os passos da vítima mesmo após o término da relação. A mulher afirma que o empresário pagaria agentes públicos para realizar perseguições constantes, criando um ambiente de opressão.
A denunciante apresentou um conjunto robusto de evidências que inclui áudios, vídeos e capturas de tela de conversas por aplicativos de mensagens. Em um dos registros mais alarmantes, o homem afirma de forma autoritária que ela só sairia de casa com a permissão dele.
Nas mensagens, o tom de controle é reiterado com frases que determinam que a vítima só poderia se deslocar caso houvesse autorização prévia, ignorando as contestações da mulher, que ressaltava sua independência e maioridade.

Histórico de violência
A denúncia apresentada pela ex-companheira indica que o comportamento agressivo do empresário não é um fato isolado. Segundo o relato, o homem já possui uma condenação judicial anterior por crimes de tortura e cárcere privado.
Naquela ocasião, dois policiais da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam) teriam atuado em cumplicidade com o empresário. Atualmente, a vítima alega possuir registros que mostram policiais frequentando propriedades do suspeito, o que reforçaria a suspeita de um favorecimento indevido e proteção ilegal.
Proteção dos agentes públicos
Decidida a expor o caso publicamente, a mulher revelou que o sofrimento envolve agressões físicas e psicológicas sistemáticas. O clima de terror teria se intensificado recentemente, com o empresário utilizando sua capacidade financeira para manter um esquema de vigilância que contaria com o apoio de agentes de segurança.
O caso agora ganha visibilidade com a intenção da vítima de levar todos os detalhes às autoridades competentes, buscando romper o ciclo de abusos e garantir sua integridade física diante das ameaças relatadas.
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