A delegada Layla Lima Ayub foi presa nesta sexta-feira (16), em São Paulo, suspeita de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). As investigações apontam que ela mantinha um relacionamento com Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como “Dedel”, apontado como integrante da facção criminosa e responsável por apoiar a atuação do grupo em Roraima.
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Jardel, de 28 anos, foi preso em flagrante em 2021 durante uma investigação da Polícia Federal e da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), em Roraima. À época, ele foi detido por tráfico de drogas e organização criminosa. Segundo as apurações, ele teria sido enviado de São Paulo ao estado com a missão de fortalecer e reorganizar a atuação do PCC na região.
Atuação do namorado em Roraima
Relatórios de inteligência indicaram que “Dedel” atuava principalmente em bairros da zona Oeste de Boa Vista e frequentava o Conjunto Habitacional Vila Jardim. As investigações também apontaram que ele se apresentava como representante da facção paulista, cobrava ações mais agressivas das lideranças locais e articulava ataques contra autoridades do Judiciário, do sistema penal e das forças de segurança.
Ainda conforme as apurações, Jardel oferecia armas a criminosos locais, atuava no tráfico de drogas, participava da receptação de bens roubados e furtados e incentivava o recrutamento de adolescentes para a prática de crimes graves, como homicídios.
Vínculo com a delegada
Imagens publicadas nas redes sociais mostram Jardel acompanhando Layla Lima Ayub na cerimônia de posse como delegada, realizada no dia 19 de dezembro do ano passado, no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. Apesar de já ter sido preso, ele aparece ao lado dela no evento oficial.
Segundo o Ministério Público de São Paulo, Layla mantinha vínculo pessoal e profissional com integrantes do PCC e teria exercido irregularmente a advocacia mesmo após assumir o cargo de delegada, em dezembro de 2025.
Operação e investigações
A prisão da delegada ocorreu durante uma operação do Ministério Público que investiga a infiltração do crime organizado em estruturas do Estado. Layla e Jardel são investigados pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.
A Justiça decretou a prisão temporária do casal e autorizou mandados de busca e apreensão em São Paulo e no Pará. As investigações também apuram a compra de uma padaria na Zona Leste da capital paulista com dinheiro de origem ilícita, supostamente registrada em nome de um “laranja” para ocultar a real propriedade do negócio.
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