A delegada da Polícia Civil de São Paulo, Layla Lima Ayub, de 36 anos, e o companheiro Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como “Dedel” e apontado como uma das lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC) no Norte do país, são investigados por suspeita de utilizar uma padaria na zona leste da capital paulista para ocultar recursos provenientes do tráfico de drogas.
- Saiba quem é Layla Ayub, delegada envolvida com o PCC
De acordo com as investigações conduzidas pela Corregedoria da Polícia Civil e pelo Ministério Público, o casal teria adquirido uma padaria localizada no bairro de Itaquera como parte de um suposto esquema de lavagem de dinheiro. O estabelecimento comercial teria sido comprado com a participação de um terceiro envolvido, apontado como possível intermediário na negociação.
A prisão de Layla e Jardel ocorreu na manhã de sexta-feira (16), durante a Operação Serpens, deflagrada em conjunto pela Corregedoria da Polícia Civil e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) dos estados de São Paulo e do Pará. A operação investiga o envolvimento da delegada com a facção criminosa tanto no âmbito profissional quanto pessoal.
Durante a ação policial, foram apreendidos celulares, documentos e outros materiais que agora serão analisados para aprofundar as apurações. Segundo os investigadores, a delegada teria mantido vínculos com integrantes do PCC mesmo após tomar posse no cargo, em dezembro do ano passado.
As autoridades também apuram se Layla atuou como advogada em favor de membros da facção após sua nomeação como delegada, o que é vedado pela legislação. O relacionamento amoroso com Jardel, que estava em liberdade condicional, é considerado um dos principais elementos do inquérito.
O casal vivia junto em São Paulo, e há indícios de que a padaria poderia ser utilizada para misturar recursos lícitos e ilícitos, dificultando a identificação da origem do dinheiro. A Justiça autorizou mandados de busca e apreensão tanto na capital paulista quanto em Marabá, no Pará, cidade onde as investigações tiveram início.
Layla Ayub pode responder por crimes como associação criminosa, lavagem de dinheiro, exercício irregular da advocacia e vínculo com organização criminosa. As investigações seguem em andamento para esclarecer a extensão do esquema e o papel de cada envolvido.
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