Defesa pede prisão domiciliar para técnica de enfermagem envolvida em mortes

A defesa da técnica de enfermagem Amanda Rodrigues de Sousa solicitou à Justiça do Distrito Federal a conversão da prisão preventiva em prisão domiciliar enquanto prosseguem as investigações conduzidas pela Polícia Civil. Amanda é uma das suspeitas de envolvimento na morte de três pacientes internados no Hospital Anchieta, no Distrito Federal.

De acordo com apuração da TV Globo, a profissional de saúde, de 28 anos, alegou ser mãe de uma criança de 9 anos como fundamento para o pedido, que ainda será analisado pelo Judiciário. A decisão cabe exclusivamente à Justiça do DF.

Testemunha relata tensão em hospital no dia em que vítimas dos técnicos de enfermagem morreram

Amanda e outros dois investigados respondem por homicídio e estão presos temporariamente enquanto a polícia finaliza o inquérito. A detenção tem prazo inicial de 30 dias, podendo ser estendida pelo mesmo período, conforme prevê a legislação.

Polícia investiga novas mortes suspeitas

A Polícia Civil do Distrito Federal apura a possível participação de técnicos de enfermagem do Hospital Anchieta, em Taguatinga, em outras duas mortes consideradas suspeitas. As investigações tiveram início após familiares de pacientes reconhecerem, em reportagens sobre o caso, o técnico de enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos.

Segundo os relatos, os parentes estiveram internados na unidade hospitalar nos meses de agosto e setembro e também teriam sido atendidos pelo mesmo profissional. Assim como nos casos já investigados, as vítimas teriam sofrido paradas cardíacas repentinas, levantando suspeitas sobre as circunstâncias das mortes.

Casos serão apurados em inquérito separado

As novas ocorrências estão sendo tratadas separadamente e serão analisadas em um inquérito específico conduzido pela Coordenação de Repressão a Homicídios (CRH) da Polícia Civil do DF.

De acordo com o delegado responsável, Wisllei Salomão, não há previsão de exumação dos corpos nesta fase da apuração. A investigação deve se concentrar na análise dos prontuários médicos e dos exames laboratoriais realizados pelo hospital nos dias que antecederam os óbitos, a fim de verificar se houve interferência criminosa por parte dos profissionais de saúde.

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