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Cruzeiro do Sul reduz casos de malária em 35% e avança no controle da dengue

Cruzeiro do Sul apresentou avanços expressivos no enfrentamento da malária e no acompanhamento da dengue ao comparar os dados registrados em 2024 e 2025. As informações foram tornadas públicas pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, na sexta-feira (9).

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Embora o início de 2025 tenha registrado números elevados, a curva de casos apresentou queda mais acentuada ao longo dos meses: Foto/Reprodução

De acordo com registros do Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Malária (SIVEP), o município contabilizou uma queda significativa nos casos da doença, passando de 3.752 ocorrências em 2024 para 2.450 em 2025. A redução de 35% reflete o impacto positivo das estratégias adotadas, como o fortalecimento da vigilância epidemiológica, a ampliação do diagnóstico precoce e a agilidade na resposta aos casos identificados. Ao longo do período, foram realizados 41.827 exames de gota espessa e 8.678 testes rápidos, ampliando o alcance do rastreamento e garantindo tratamento oportuno à população.

No que diz respeito à dengue, o balanço de 2025 aponta 9.702 notificações no total. Desse número, 2.697 casos foram confirmados, 6.668 descartados e 337 permanecem sob investigação. Apesar de o Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) ter indicado um percentual de 6%, considerado elevado, houve uma diminuição relevante dos casos prováveis ao longo do ano. Essa redução foi mais evidente nos meses tradicionalmente associados a maior incidência da doença, resultado das ações contínuas de combate ao mosquito transmissor.

A análise comparativa entre os dois anos evidencia essa evolução. Embora o início de 2025 tenha registrado números elevados, a curva de casos apresentou queda mais acentuada ao longo dos meses. Em 2024, por outro lado, os registros permaneceram em patamares elevados por um período mais prolongado.

O chefe da Divisão de Controle de Vetores, Leonísio Messias, avaliou que os resultados são consequência de um trabalho integrado e permanente. Segundo ele, o acompanhamento técnico constante das áreas de risco e a atuação das equipes em campo têm sido determinantes para alcançar resultados concretos. Ele destacou ainda que as ações de prevenção, controle vetorial e orientação à população seguem de forma contínua, uma vez que a vigilância precisa ser mantida para garantir a proteção da saúde coletiva.

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