O fornecimento de energia em Feijó e Cruzeiro do Sul, no Acre, deve se tornar mais confiável com um conjunto de medidas técnicas apresentadas pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). O estudo recém-divulgado propõe soluções para reduzir falhas e garantir maior estabilidade no abastecimento dessas cidades.

O sistema usa tecnologia grid-forming, permitindo que a rede elétrica opere de forma independente em momentos críticos: Foto/ Sergio Amaral, MDS
Como medida emergencial, o projeto prevê a instalação de um Sistema de Armazenamento de Energia por Baterias (SAEB) na Subestação de Cruzeiro do Sul. Com 100 MW de potência e 200 MWh de armazenamento, o sistema usa tecnologia grid-forming, permitindo que a rede elétrica opere de forma independente em momentos críticos. Na prática, ele poderá atender toda a demanda da região por até duas horas, beneficiando cerca de 200 mil moradores. O investimento estimado para essa etapa é de R$ 230,5 milhões, marcando um dos primeiros projetos desse porte no Sistema Interligado Nacional (SIN).
Além do plano de curto prazo, o estudo recomenda reforços estruturais no sistema de transmissão, incluindo a construção de cerca de 640 km de novas linhas de 230 kV entre Tucumã e Feijó, e o fortalecimento das conexões existentes. Essa etapa, de médio e longo prazo, demandará cerca de R$ 694,7 milhões e visa tornar o abastecimento mais robusto e seguro.
O planejamento também prioriza a redução de impactos ambientais e sociais, aproveitando estruturas já existentes em áreas sensíveis, como regiões próximas a Terras Indígenas.
