Juruá Informativo

Com rotina disciplinada, acreana conquista 960 na redação do Enem aos 18 anos: “Me impressionou”

Quando o resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) apareceu na tela do computador, Alice Cabral precisou de alguns segundos para ter certeza de que não estava enganada. Aos 18 anos, recém-saída da terceira série do Ensino Médio, o número estampado parecia grande demais para ser real: 960 pontos na redação, além de 881 em Matemática. Uma pontuação que impressiona tanto pela nota quanto pelo caminho trilhado até ela.

Alice tem 18 anos/Foto: Reprodução

“Sem dúvidas, a nota do Enem foi a que mais me impressionou. Fiquei muito, muito feliz com meu desempenho”, conta Alice, ainda tomada pela emoção do resultado.

Ao ContilNet, Alice disse que o sonho da futura profissão, de médica, não nasceu às vésperas da prova: ele começou cedo. Foi ainda no primeiro ano do ensino médio que Alice decidiu qual seria seu destino profissional. A partir dali, o que veio foi constância. “Neste ano, fiz quatro vestibulares, e conciliei a escola, um cursinho online e uma rotina de estudos”, explicou.

A acreana sonha em ser médica desde criança/Foto: Reprodução

Aluna do Colégio Sigma, onde estudou durante toda a vida escolar, Alice faz questão de reconhecer o papel da instituição e dos professores no processo. “A escola me ajudou muito. A gente tem professores maravilhosos, e eu aposto dizer que temos a melhor professora de redação”, afirma, ao citar a professora Valdineia Machado.

Treinamento

O resultado expressivo na redação não veio por acaso, nem por fórmulas prontas. Ao longo do ano, Alice escreveu cerca de 50 redações, testando, errando, ajustando e, sobretudo, encontrando sua própria voz. “O diferencial foi achar uma estrutura textual que funcionasse para mim, sem aqueles modelos prontos”, explica.

Na Matemática, o empenho seguiu o mesmo ritmo. Com uma meta ambiciosa – quase alcançada, diga-se de passagem! – , ela recorreu a um cursinho online especializado. “Minha meta era gabaritar”, brinca. “E foi quase!”

Mesmo sob pressão, Alice fez questão de manter o equilíbrio. O teatro, presente em sua vida antes mesmo da maratona de estudos, seguiu como espaço de respiro e cuidado emocional. “Não deixei de fazer teatro, porque era meu lazer. Amo muito até hoje”, diz.

Se depender da consistência, da sensibilidade e da dedicação que ela já demonstrou até aqui, essa história está apenas começando. Isso porque Alice não fez o primeiro Enem em 2025: na 1ª série, Alice alcançou 920 pontos. No ano seguinte, já na 2ª série, subiu para 940. Agora, na 3ª série, veio o 960, um salto construído passo a passo, ano após ano. “Eu sempre brinco que fui subindo de 20 em 20 pontos”, finaliza.

Sair da versão mobile