Com índice quase quatro vezes maior que o nacional, Acre é destaque negativo em casos de dengue

Até a segunda semana epidemiológica, encerrada no sábado (17), o estado havia registrado 354 casos prováveis

O Acre ocupa a segunda posição no ranking nacional de incidência de dengue, de acordo com informações do Painel de Arboviroses do Ministério da Saúde. Até a segunda semana epidemiológica, encerrada no sábado (17), o estado havia registrado 354 casos prováveis, com coeficiente de incidência de 40,2, ficando atrás apenas do Tocantins. Apesar do cenário preocupante, não há registro de mortes até o momento.

O Acre ocupa a segunda posição no ranking nacional de incidência de dengue/Foto: Reprodução

Os dados indicam que a doença atinge ligeiramente mais o público feminino, responsável por 53,95% das notificações, enquanto os homens representam 46,05% dos casos. Em relação à raça/cor, a maioria das ocorrências envolve pessoas pardas, que concentram 90,96% dos registros, número compatível com o perfil demográfico do estado.

A análise por faixa etária mostra maior concentração da doença entre jovens e adultos em idade produtiva. O grupo de 20 a 29 anos lidera as notificações, com 87 casos, seguido pelas faixas de 40 a 49 anos, com 57 registros, e 30 a 39 anos, com 51 casos. As idades entre 50 e 69 anos também apresentam números expressivos, somando 57 ocorrências.

Entre os idosos, os registros são menores, mas ainda presentes: 14 casos foram identificados em pessoas de 70 a 79 anos e três entre aquelas com 80 anos ou mais. Já entre crianças e adolescentes, o vírus continua circulando. Foram contabilizados 22 casos na faixa de 5 a 9 anos, 17 entre 10 e 14 anos e 28 entre adolescentes de 15 a 19 anos. Também há registros em faixas etárias mais baixas, com 17 casos entre crianças de 1 a 4 anos e nove em bebês com menos de um ano.

No cenário nacional, o Brasil já soma 22.318 casos prováveis de dengue, com coeficiente de incidência de 10,5, além de 21 óbitos em investigação. A comparação evidencia que o índice registrado no Acre é quase quatro vezes superior à média do país, colocando o estado entre os mais impactados proporcionalmente pela doença.