A perícia nos celulares e em outros dispositivos eletrônicos, apreendidos com os técnicos de enfermagem suspeitos de matar três pacientes em um hospital do Distrito Federal, pode revelar a verdadeira motivação dos crimes.
- ‘Hora de dormir’: enfermeiro drogava pacientes para roubar
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Maurício Iacozzilli, a análise do material pode fornecer informações que não foram reveladas durante os depoimentos dos profissionais de saúde envolvidos no caso.
“A gente acredita que, analisando os telefones, com quem eles conversavam, as conversas que eles travavam entre si, a gente pode melhor esclarecer o real motivo desses homicídios, do porquê que estavam praticando esses atos”, disse Iacozzilli em entrevista à Record.
“Com os equipamentos que o nosso instituto de criminologia dispõe, a gente acredita que consegue recuperar as imagens até que eles, eventualmente, possam ter apagado em conversas mais sensíveis que eles tenham travado. E, após a análise desse material, a gente acredita que pode, sim, conseguir a última peça desse quebra-cabeça, do porquê que eles praticaram esses crimes”, acrescentou.
Entenda o caso
Os três técnicos de enfermagem suspeitos de matar pacientes em um hospital particular do Distrito Federal foram identificados como Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, Marcela Camilly Alves da Silva, de 22, e Amanda Rodrigues de Sousa, de 28. Eles são investigados por homicídio doloso qualificado, após a morte de ao menos três pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
De acordo com as investigações, Marcos Vinícius é apontado como o principal responsável pelos crimes. A polícia apura que ele teria administrado medicamentos em doses excessivas com a intenção de provocar a morte dos pacientes. Em um dos casos, após não obter êxito, ele teria aplicado desinfetante diretamente na veia da vítima.
Indiciamento e penas
Os três suspeitos devem ser indiciados por homicídio doloso qualificado por meio insidioso, já que as vítimas não sabiam que estavam recebendo substâncias potencialmente letais e não tinham condições de se defender, por estarem acamadas.
A pena prevista para esse tipo de crime varia de 12 a 30 anos de prisão. Marcos Vinícius deve responder pelos três homicídios, enquanto Marcela e Amanda responderão por coautoria em dois casos, já que não estavam presentes em uma das ocorrências.
As investigações seguem em andamento para esclarecer todos os detalhes e possíveis responsabilidades no caso.
Leia mais em BacciNotícias:
- Enfermagem da morte: técnicos aplicavam até desinfetante para matar pacientes
- Professora, carteiro e servidor público: saiba quem são as vítimas de técnicos de enfermagem
- Técnico de enfermagem explica por que matou pacientes em UTI

