Caso Larissa Manuela: Justiça recebe laudo que muda rumo do processo

Um exame psiquiátrico solicitado pela Justiça de Barueri concluiu que o homem acusado de assassinar a enteada de 10 anos não apresentava qualquer transtorno mental capaz de comprometer sua compreensão ou controle de ações no momento do crime.

  • Crianças mortas pelo padrasto em Jaboticabal tentavam defender a mãe de agressões

O laudo foi elaborado pelo Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo (Imesc) e integra o processo que tramita na 2ª Vara Criminal do município, na Grande São Paulo.

A vítima, Larissa Manuela Santos de Lucena, foi encontrada morta dentro da própria casa, no bairro Jardim Tupã, em junho de 2025. O corpo apresentava múltiplos ferimentos causados por faca. O principal suspeito, Diego Antonio Sanches Magalhães, então companheiro da mãe da criança, foi preso dias depois e acabou confessando o homicídio durante o curso da investigação.

Capacidade mental preservada

De acordo com o documento pericial, o acusado estava lúcido, orientado e com funções cognitivas preservadas durante a avaliação realizada em novembro de 2025. Os especialistas apontaram que ele demonstrava raciocínio lógico, compreensão da realidade e ausência de sintomas como delírios, alucinações ou desorganização do pensamento.

Apesar de o laudo mencionar traços de personalidade como egocentrismo e dificuldade de empatia, os peritos ressaltaram que essas características não configuram doença psiquiátrica. A conclusão técnica indica que Diego tinha plena capacidade de entender o caráter ilícito do ato e de agir conforme esse entendimento.

Com isso, o relatório afasta a possibilidade de inimputabilidade ou semi-imputabilidade e não recomenda internação, tratamento compulsório ou aplicação de medida de segurança.

Crime chocou o Brasil

Larissa foi encontrada sem vida na tarde de 12 de junho de 2025, após a mãe retornar do trabalho. Inicialmente, a ocorrência foi tratada como suspeita de tentativa de suicídio, mas a Polícia Militar constatou sinais evidentes de homicídio ao chegar ao local.

A perícia identificou ferimentos concentrados principalmente no pescoço, além de lesões no tórax e no rosto. A cena indicava que a criança possivelmente dormia quando foi atacada. Não houve sinais claros de luta.

A investigação passou a se concentrar no companheiro da mãe após contradições nos depoimentos e análise de imagens de câmeras de segurança. Objetos pessoais do suspeito foram apreendidos e, cerca de dez dias após o crime, ele confessou a autoria.

Confissão e versão apresentada

Em depoimento formal, Diego afirmou que foi até a casa da família para conversar e que, durante uma interação com a criança, teria perdido o controle emocional após uma provocação verbal. Segundo seu relato, ele atacou Larissa com uma faca retirada da cozinha e deixou o local em seguida.

Ainda conforme a confissão, o acusado descartou a arma do crime em uma lixeira da rua e trocou de roupas antes de retornar ao trabalho. Ele negou o uso de álcool ou drogas no dia e disse nunca ter passado por tratamento psiquiátrico, embora alegasse enfrentar problemas emocionais.

Processo segue na Justiça

A defesa da família da vítima informou que aguarda a marcação do julgamento. Diego permanece preso preventivamente e responde por homicídio qualificado.

O caso segue sob análise do Judiciário, que agora conta com o laudo psiquiátrico como um dos elementos centrais para a definição da responsabilidade penal do acusado.

Leia mais

  • Mãe acoberta estupro de padrasto contra a própria filha para manter casamento
  • ‘Modo padrasto on’: Vini Jr. encanta web em momento fofo com filho de Virginia e Zé Felipe
  • Na noite de Natal, jovem mata padrasto a facadas após ele beijar sua mãe; outros três se feriram