A Polícia Civil do Maranhão descartou os boatos sobre a suposta venda de duas crianças pela própria família em Bacabal, no interior do estado. As informações falsas circularam nas redes sociais e causaram grande repercussão.
No entanto, as autoridades afirmam que não existem indícios de crime cometido pela mãe e pelo padrasto dos irmãos desaparecidos. Segundo o delegado Ederson Martins, responsável pela investigação, a família não é investigada e participou apenas como testemunha. Além disso, o delegado reforçou que as fake news prejudicam o trabalho policial e confundem a população.
- Exclusivo: delegado revela detalhes sobre investigação do desaparecimento de crianças em Bacabal
Nas redes sociais, surgiram relatos de que Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, teriam sido vendidos por R$ 35 mil. A versão falsa afirmava que o valor apareceu em uma conta bancária da mãe e que o casal havia sido indiciado. Porém, a polícia negou essas informações e esclareceu que não existe investigação contra os pais. Portanto, o caso segue tratado apenas como desaparecimento de crianças, sem indícios de tráfico humano.
Caso Bacabal: o início do drama
Os irmãos desapareceram em 4 de janeiro, na comunidade Quilombo São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal. Desde então, uma força-tarefa com mais de 500 pessoas participa das buscas, com policiais, bombeiros, militares de outros estados e voluntários. Enquanto isso, as equipes atuam em áreas de mata fechada e no Rio Mearim, onde as crianças foram vistas pela última vez, e continuam coletando depoimentos e analisando novas pistas.
No mesmo dia do desaparecimento, o primo Anderson Kauã, de 8 anos, também sumiu. Três dias depois, em 7 de janeiro, um carroceiro o encontrou em um matagal a cerca de 4 quilômetros da comunidade. O menino perdeu cerca de 10 quilos durante o período desaparecido. Após receber atendimento médico, ele voltou para casa.
Caso Bacabal: outra informação falsa
Outra informação falsa indicava que as crianças teriam sido encontradas em São Paulo. Por isso, a polícia foi até um hotel no centro da capital paulista. Entretanto, os agentes confirmaram que as crianças localizadas não eram Ágatha e Allan.
O prefeito de Bacabal, Roberto Costa, pediu que a população evite compartilhar boatos. Segundo ele, as fake news atrapalham as buscas e comprometem a investigação. Por fim, a Polícia Civil orienta que qualquer informação seja repassada apenas pelos canais oficiais, para não prejudicar o andamento do caso.
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