As buscas por Ágatha Isabelly (06), e Allan Michael (04), completam 17 dias nesta terça-feira (20), no Quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, no interior do Maranhão. O caso ganhou novos detalhes após o depoimento de Anderson Kauan (08), primo das crianças e único resgatado até o momento.
- Buscas por crianças desaparecidas em Bacabal chegam ao 17° dia
O menino foi localizado sozinho no último dia 07 de janeiro e explicou à Polícia Civil como o grupo se perdeu na mata e de que forma ocorreu a separação entre eles.
Crianças entraram na mata em busca de frutas
Segundo o relato prestado à polícia, os três primos se perderam no dia 04 de janeiro, quando saíram para procurar um pé de maracujá. Mesmo após serem orientados por um tio a retornar, eles optaram por seguir por um caminho alternativo e acabaram entrando em uma área de mata fechada.
O delegado Ederson Martins, responsável pela investigação, informou que as crianças permaneceram juntas por pelo menos duas noites, tentando se proteger em meio à vegetação.
Abrigo improvisado em cabana abandonada
Durante o percurso, Anderson contou que o grupo encontrou uma cabana abandonada, conhecida na região como “casa caída”, onde havia uma cadeira e um colchão velhos. O local foi usado como abrigo temporário, embora, em alguns momentos, eles também tenham dormido sob árvores devido à precariedade da estrutura.
As informações ajudaram as equipes a delimitarem áreas específicas da mata onde as crianças podem ter permanecido.
Separação ocorreu no terceiro dia
De acordo com o depoimento, a separação aconteceu no terceiro dia após o desaparecimento. Exaustos e com dificuldades para caminhar, Ágatha e Allan não conseguiram continuar avançando pela mata. Anderson, por sua vez, decidiu seguir sozinho na tentativa de encontrar uma saída.
“Ele queria achar a saída. Estava perdido”, explicou o delegado ao relatar a decisão do menino.
Anderson acabou sendo encontrado por um carroceiro, a cerca de quatro quilômetros do ponto inicial. Ele apresentava sinais de fraqueza e desorientação. Às equipes de resgate, afirmou que os primos estariam “mais à frente”.
Buscas seguem sem localização das crianças
Apesar do depoimento, o delegado informou que o menino não conseguiu indicar com precisão o local exato onde deixou os primos nem estabelecer claramente o tempo em que permaneceram na mata.
“Há trechos em que ele não consegue se situar dentro da área e também não consegue repassar com exatidão o intervalo de tempo”, afirmou Martins.
Sem novas pistas concretas, as buscas entram na terceira semana, concentradas em áreas de mata mais fechada. Mais de 500 pessoas, entre voluntários, bombeiros, policiais e equipes especializadas, seguem mobilizadas na tentativa de localizar Ágatha Isabelly e Allan Michael.
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