Cantor famoso é acusado de abusos sexuais e humilhações contra funcionárias

Uma investigação revelou denúncias graves contra o cantor Julio Iglesias. Duas ex-funcionárias afirmam ter sido vítimas de abusos sexuais, agressões e humilhações enquanto trabalhavam em propriedades do artista na República Dominicana e nas Bahamas.

As informações foram publicadas pela emissora Univision e pelo portal espanhol elDiario.es. Outros ex-empregados ouvidos pelos jornalistas descrevem um ambiente de trabalho marcado por isolamento, controle rigoroso e regras severas.

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Relatos apontam assédio, agressões e controle

Segundo a reportagem, uma das denunciantes, identificada como Rebeca, nome fictício atribuído para preservar sua identidade, afirma que foi contratada como empregada doméstica em uma das mansões do cantor, na República Dominicana. Ela relata ter sofrido assédio sexual, agressões físicas e insultos constantes.

De acordo com seu depoimento, havia restrições severas à liberdade, como proibição de sair livremente e de manter contato com outros funcionários. Rebeca afirma que vivia sob vigilância constante e em um ambiente de medo.

Reprodução / redes sociais

Fisioterapeuta relata comportamento invasivo

Outra ex-funcionária, identificada como Laura, também nome fictício, é uma fisioterapeuta venezuelana que prestava serviços ao cantor. Ela relata que, durante sessões profissionais, Julio Iglesias teria ultrapassado limites éticos e profissionais, com comportamentos considerados invasivos e pressões para envolvimento íntimo sem consentimento.

Segundo o relato, as situações se repetiram ao longo do período de trabalho, causando constrangimento e sofrimento emocional.

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Exames médicos seriam prática recorrente

Além dos depoimentos, a investigação aponta que funcionárias eram submetidas a exames ginecológicos, testes de gravidez e exames de HIV. De acordo com especialistas ouvidos pela reportagem, essas práticas violam convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e legislações ratificadas pela República Dominicana, sendo consideradas ilegais e discriminatórias, tanto na contratação quanto durante o vínculo empregatício.

Os jornalistas afirmam ter tido acesso a documentos, mensagens, registros de chamadas e exames médicos que corroborariam os relatos. Psicólogos e pessoas próximas às denunciantes também confirmaram ter conhecimento das acusações na época em que os fatos teriam ocorrido.

Cantor não se manifestou

Julio Iglesias não respondeu às tentativas de contato feitas pela Univision e pelo elDiario.es. Uma assistente citada pelas vítimas negou as acusações, classificando-as como “mentiras”. Em declaração aos jornalistas, ela descreveu o cantor como “um grande cavalheiro” e afirmou que ele sempre foi “muito respeitoso com todas as mulheres”.

Até o momento, não há informação sobre abertura de investigação criminal formal relacionada às denúncias.

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