As buscas por um indígena de 40 anos, desaparecido após um afogamento no rio Tejo, acima de Marechal Thaumaturgo, chegaram ao quarto dia nesta terça-feira (27). A operação é conduzida pelo Corpo de Bombeiros, que mantém equipes especializadas na região desde a última semana. O acidente ocorreu na tarde de quinta-feira (22), por volta das 16h, e segue mobilizando esforços devido à forte correnteza e à profundidade do rio.

Nos primeiros dias, os bombeiros enfrentaram grandes desafios: Foto/Reprodução
Segundo um tenente do Corpo de Bombeiros, testemunhas relataram que a vítima apresentava sinais de embriaguez no momento do acidente. Informações obtidas com um funcionário do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) indicam que várias pessoas da comunidade presenciaram o episódio. A vítima conduzia uma canoa e colidia repetidamente contra as margens do barranco.
Em determinado momento, parte do barranco cedeu, deslizando sobre a embarcação e provocando o naufrágio. Testemunhas contaram que o homem tentou se debater na água, e moradores da comunidade tentaram resgatá-lo com outra canoa, sem sucesso. Após submergir, ele não retornou à superfície. O caso foi imediatamente comunicado ao Corpo de Bombeiros.
Na sexta-feira, uma equipe de quatro mergulhadores foi deslocada para Marechal Thaumaturgo. As buscas começaram no sábado e se estenderam pelo domingo, completando o terceiro dia de operações.
Nos primeiros dias, os bombeiros enfrentaram grandes desafios. Duas poitas de cerca de 40 quilos foram utilizadas, mas a força da correnteza dificultou o contato com o fundo do rio. Somente na tarde de segunda-feira (26), com a redução do nível da água, foi possível intensificar os mergulhos e alcançar o fundo.
No quarto dia de buscas, as equipes continuam realizando varreduras subaquáticas, enfrentando condições adversas, na tentativa de localizar o corpo. O Corpo de Bombeiros informou que as operações seguem enquanto houver condições seguras para continuidade do trabalho.