As buscas por Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, completaram 17 dias nesta terça-feira (20), em Bacabal, no interior do Maranhão. As crianças desapareceram no dia 4 de janeiro, após saírem para brincar em uma área de mata próxima à comunidade onde moravam.
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Para reforçar as operações, forças de segurança passaram a concentrar os trabalhos no rio Mearim, com o uso de um sonar subaquático capaz de identificar objetos e alterações no fundo do rio, mesmo em locais de baixa visibilidade.
Acesso restrito e reforço na segurança
Desde a manhã desta terça, a entrada de pessoas que não integram a força-tarefa foi restringida na região das buscas e na base operacional montada próximo ao rio. O acesso da imprensa também foi limitado, medida que, segundo as autoridades, visa reduzir interferências e garantir maior eficiência nos trabalhos.
Sonar faz varredura subaquática
O equipamento utilizado é o side scan sonar, tecnologia que emite ondas sonoras para mapear o leito e a coluna d’água do rio, funcionando como uma espécie de “raio-x” subaquático. A expectativa é que o aparelho faça a varredura de um trecho de aproximadamente um quilômetro do rio Mearim.
O sonar foi enviado de Belém (PA) e está sendo operado por 11 militares da Marinha. As imagens captadas em tempo real indicam possíveis anomalias, que depois são verificadas por mergulhadores.
Relato de sobrevivente direcionou buscas
As buscas no rio foram intensificadas após o depoimento de Anderson Kauã, de 8 anos, primo das crianças e resgatado no dia 7 de janeiro. Ele contou que esteve com Ágatha e Allan em uma casa abandonada às margens do rio, conhecida como “casa caída”.
Cães farejadores confirmaram a presença das crianças no local e seguiram rastros que desciam em direção ao rio, o que reforçou a hipótese de que elas possam ter entrado na água.
Investigação e varredura em quadrantes
Enquanto as buscas seguem, a Polícia Civil do Maranhão mantém o inquérito em andamento. Uma comissão formada por delegados e investigadores ouve testemunhas, incluindo pescadores da região, para reunir informações que possam ajudar na localização das crianças.
Em terra firme, as equipes adotaram a estratégia de varredura por quadrantes, com áreas delimitadas e mapeadas por aplicativo de geolocalização. Ao todo, 45 quadrantes foram definidos, e mais da metade já foi totalmente vistoriada.
Operação pode ser prorrogada
Segundo a Marinha, a operação no rio deve durar pelo menos 10 dias, com possibilidade de prorrogação, dependendo dos resultados obtidos. As equipes atuam em condições difíceis, com correnteza forte, galhos submersos e água turva, o que aumenta os riscos para mergulhadores.
Mais de mil pessoas participam da força-tarefa, entre bombeiros, policiais, militares, agentes ambientais e voluntários. Paralelamente, profissionais do Instituto de Perícias para Crianças e Adolescentes acompanham familiares das vítimas com apoio psicológico e social.
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