Buscas por crianças desaparecidas em Bacabal chegam ao 17° dia

O desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, completa 17 dias nesta terça-feira (20). As crianças foram vistas pela última vez no dia 4 de janeiro, na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, no interior do Maranhão.

Desde então, uma força tarefa foi montada na região para auxiliar nas buscas. No entanto, ainda não há informações sobre o paradeiro dos irmãos.

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Ao longo da última semana, a Marinha do Brasil passou a atuar no Rio Mearim, utilizando o side scan sonar, equipamento capaz de mapear o fundo do rio e a coluna d’água mesmo em locais de baixa visibilidade. A tecnologia reforçou as buscas fluviais na região.

Além disso, mais de 500 pessoas participam das operações de forma voluntária. As equipes já realizaram varreduras em uma área de mata superior a 3.200 km², o equivalente a cerca de 450 mil campos de futebol. A região foi dividida em quadrantes e contou com ações aéreas, uso de helicópteros, drones e cães farejadores.

Órgãos envolvidos nas buscas

A força-tarefa reúne diversos órgãos e instituições:

  • Marinha do Brasil: 11 militares, uma voadeira, uma moto aquática e equipamento de side scan sonar

  • Corpo de Bombeiros do Maranhão: equipes terrestres, mergulhadores e coordenação das buscas

  • Bombeiros de estados como o Pará e o Ceará

  • Exército Brasileiro: cerca de 26 militares do Batalhão de Infantaria de Selva

  • Polícia Militar Ambiental: aproximadamente 15 agentes

  • Polícias Civil e Militar do Maranhão

  • PRF, Força Estadual de Segurança, Defesa Civil e Guarda Municipal

Apoio aéreo com helicóptero do Centro Tático Aéreo do Maranhão, além de drones e voluntários da comunidade.

Investigações seguem em andamento

De acordo com o secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, todas as hipóteses estão sendo apuradas pela Polícia Civil. Um inquérito policial já foi instaurado e é conduzido por uma comissão formada por delegados, agentes e investigadores.

Primo foi encontrado com vida

Anderson Kauan, primo das crianças, que desapareceu no mesmo dia, foi encontrado com vida em 7 de janeiro, três dias após o sumiço. O menino, de 8 anos, ajudou nas investigações ao relatar que o último local onde esteve com Ágatha e Allan foi a chamada “casa caída”, uma cabana abandonada próxima ao Rio Mearim.

No local indicado, cães farejadores identificaram vestígios da passagem das crianças, o que levou à ampliação das frentes de busca na região.

Nenhuma nova pista confirmada

Desde então, as equipes intensificaram as buscas terrestres, fluviais e subaquáticas, incluindo o uso de embarcações e tecnologia de varredura no rio. Apesar do reforço, nenhuma nova pista concreta foi confirmada até o momento.

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