Ícone do site Juruá Informativo

‘Bruxo’ é preso após prometer título à seleção e enganar torcedores

‘bruxo’-e-preso-apos-prometer-titulo-a-selecao-e-enganar-torcedores

‘Bruxo’ é preso após prometer título à seleção e enganar torcedores

Um homem que se apresentava como líder espiritual e vidente foi preso  neste sábado (10) no Mali após prometer que a seleção nacional de futebol conquistaria a Copa Africana de Nações (CAN). A promessa não se cumpriu e acabou provocando revolta popular, levando à intervenção da polícia.

Conhecido como Sinayogo, o suspeito se autodenominava “marabô” — figura tradicional associada a práticas espirituais e místicas em alguns países africanos. Ele utilizava as redes sociais para pedir doações, afirmando ter realizado rituais que garantiriam o título ao Mali.

Segundo informações de colaboradores próximos, Sinayogo arrecadou mais de 22 milhões de francos CFA, valor equivalente a aproximadamente R$210 mil.

As contribuições vinham principalmente de torcedores que acreditaram na previsão e na suposta influência espiritual do homem sobre o desempenho da equipe.

Eliminação e revolta popular

A seleção do Mali foi eliminada nas quartas de final da CAN após perder por 1 a 0 para o Senegal. O resultado frustrou os torcedores e desencadeou uma onda de indignação contra o autoproclamado bruxo.

Após a derrota, um grupo de pessoas se dirigiu até a casa de Sinayogo, demonstrando revolta. Para evitar agressões, a polícia precisou intervir e retirar o homem do local.

Prisão e investigação

Sinayogo foi encaminhado à brigada responsável pelo combate a crimes cibernéticos. A suspeita é de fraude e charlatanismo, práticas consideradas crime pela legislação do Mali.

De acordo com autoridades locais, a prisão só ocorreu após a eliminação da seleção, já que durante o torneio o clima de comoção nacional dificultava qualquer ação policial.

De ativista político a ‘vidente’

Antes de se apresentar como líder espiritual, Sinayogo era conhecido como ativista político. Segundo criadores de conteúdo próximos, a mudança de atuação foi recente e resultou em rápido enriquecimento, impulsionado pela popularidade da seleção durante a competição.

O caso reacendeu o debate no país sobre exploração da fé, uso das redes sociais para golpes financeiros e a responsabilidade criminal de práticas enganosas travestidas de espiritualidade.

 

Leia Mais no Bacci Notícias:

Sair da versão mobile