As buscas por Roberto Farias Thomaz (20), continuam no Pico Paraná, em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba. O jovem está desaparecido desde a manhã de quinta-feira (1º), após iniciar uma trilha acompanhado de uma amiga. O Corpo de Bombeiros atua na região desde então e retomou os trabalhos na manhã de segunda-feira (05).
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A Polícia Civil investiga o caso. A jovem que acompanhava Roberto, identificada como Thayane Smith, publicou uma série de vídeos nas redes sociais desde o início da trilha, registros que passaram a circular amplamente após o desaparecimento.
Registros nas redes sociais
Nos vídeos publicados, Thayane aparece ao lado de Roberto e de outras pessoas ainda durante o trajeto, inclusive em um ônibus, relatando que o grupo passaria a virada do ano acampado na montanha. Há também registros da chegada ao local e da progressão pela trilha.
Em uma gravação feita já no dia 1º de janeiro, ela comenta sobre a dificuldade do percurso.
“Falaram que era 5, 6 horas de viagem. Se passaram 4 horas e chegamos na metade”, afirmou. A partir desse momento, Roberto não volta a aparecer nas imagens divulgadas.
Em outro vídeo, Thayane alerta para os riscos da trilha.
“A trilha é muito difícil. Isso aqui é pra disposição, pra quem é aventureiro. É a nossa vida em risco”, disse. Em registros seguintes, ela aparece no topo da montanha, sorrindo.
Publicações após o desaparecimento
Após o início das buscas, algumas publicações feitas por Thayane chamaram atenção nas redes sociais. Em um story, ela compartilhou uma foto com a frase:
“Interrogações, investigações, eita 2026 kkkkk. Feliz Ano Novo”, acompanhada de emoji de risada.
Em outra postagem, escreveu:
“Aprendizado, nunca mais andar com alguém que não é experiente em trilhas, não é seu estilo de vida e não tem pique para isso”.
As postagens geraram repercussão e questionamentos por parte de internautas, com suposições sobre o desaparecimento do jovem.
Roberto Farias Tomaz desapareceu enquanto descia o Pico Paraná; buscas seguem com equipes especializadas e voluntários. Foto: Reprodução.
Família pede cautela
Diante da repercussão, familiares de Roberto pediram cautela e reforçaram que qualquer apuração cabe exclusivamente às autoridades. Em uma publicação nas redes sociais, Raul Farias Batista, primo do jovem, afirmou confiar no trabalho da Polícia Civil.
“O foco não pode ser esse. A Polícia Civil já está investigando o caso e temos fortes motivos para acreditar que o Betinho está apenas perdido e com vida no meio da mata”, escreveu.
A família criou uma página oficial para centralizar informações sobre o desaparecimento, que já reúne mais de 160 mil seguidores. Em comunicados, os parentes alertam para o surgimento de perfis falsos, informações inverídicas e possíveis golpes envolvendo pedidos de doações.
Buscas continuam no Pico Paraná
Segundo o Corpo de Bombeiros, Roberto e a amiga iniciaram a subida na tarde do dia 31 de dezembro. Durante o trajeto, o jovem teria passado mal e vomitado algumas vezes. A dupla chegou ao topo por volta das 4h da manhã de quinta-feira, onde encontrou outros grupos.
Cerca de duas horas depois, começaram a descida acompanhados de um dos grupos, mas pararam em determinado ponto da trilha. Mais tarde, o segundo grupo que havia permanecido no cume passou pelo local, mas não encontrou Roberto.
Ainda na tarde de quinta-feira, os bombeiros foram acionados e iniciaram as buscas, concentradas em áreas de mata fechada e de difícil acesso. A família também fez um apelo para que montanhistas experientes auxiliem nos trabalhos.
A Polícia Civil segue investigando o caso enquanto as equipes de resgate mantêm as operações na região.
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