A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, na quarta-feira (14), Raiane Campos de Oliveira (27), apontada como a terceira e última integrante de um grupo acusado de dopar e roubar dois turistas britânicos após um evento na Lapa, no Centro da capital fluminense. Ela estava foragida desde agosto do ano passado.
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Raiane foi localizada no Complexo do Chapadão, em Costa Barros, na Zona Norte, durante uma operação contra o tráfico de drogas. Contra ela havia um mandado de prisão preventiva expedido pela 19ª Vara Criminal do Rio.
Segundo a polícia, as outras duas suspeitas já haviam sido presas nos meses seguintes ao crime, o que encerra a busca pelo trio investigado.
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Crime ganhou repercussão internacional
O caso ganhou grande repercussão após a circulação de um vídeo que mostra um dos turistas, de 21 anos, cambaleando na areia da Praia de Ipanema pouco antes de desmaiar. As imagens foram registradas por uma testemunha, que também conseguiu filmar as três mulheres deixando o local de táxi.
As vítimas relataram que foram dopadas após aceitarem caipirinhas oferecidas pelas suspeitas em um bar na Lapa. Em seguida, perderam a consciência e tiveram pertences roubados.
À época, tabloides britânicos deram destaque ao episódio. O jornal The Sun classificou o caso como um “momento chocante” e afirmou que golpes desse tipo têm se tornado mais frequentes no Brasil. O Daily Mail e o The Mirror também publicaram o vídeo e relacionaram o crime a outros episódios envolvendo turistas estrangeiros no país.
Presas anteriormente
Uma das comparsas, Amanda Couto Deloca, de 23 anos, foi presa em agosto do ano passado. Já Mayara Ketelyn Américo da Silva, de 26, foi capturada em setembro. Raiane era a única integrante do grupo que permanecia foragida até esta semana.
Histórico criminal e prejuízo às vítimas
De acordo com a polícia, Raiane possui 25 anotações criminais, sendo 13 relacionadas ao golpe conhecido como “Boa noite, Cinderela”, no qual as vítimas são dopadas para facilitar roubos.
Ela já havia sido presa anteriormente por crimes semelhantes e cumpriu seis meses de prisão, sendo solta em julho de 2025. Um mês depois, segundo a investigação, voltou a agir e participou do crime contra os turistas britânicos.
No caso mais recente, o trio levou dois celulares e realizou transações financeiras que somaram cerca de R$ 14,6 mil. A polícia afirma que o modo de atuação era sempre o mesmo: dopar as vítimas até que perdessem a consciência e, em seguida, efetuar os roubos.
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