As buscas por Ágatha Isabelly (06), e Allan Michael (04), crianças desaparecidas desde o dia 04 de janeiro em Bacabal, no interior do Maranhão, entraram no 20º dia na sexta-feira (23) com uma mudança de estratégia. A Marinha do Brasil passou a concentrar os trabalhos do outro lado do Rio Mearim, após novas análises feitas pelas equipes envolvidas na operação.
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Rastro termina na margem do rio
De acordo com informações apuradas no local, os cães farejadores que auxiliam nas buscas seguiram o rastro das crianças até a margem do rio, na área mais próxima ao quilombo São Sebastião dos Pretos, onde elas desapareceram. A partir desse ponto, não houve novos indícios, o que levou à decisão de ampliar as buscas para a mata localizada na margem oposta.
Segundo o repórter Francisco Wanderson, que acompanha o caso em Bacabal, a Marinha informou que a mudança tem como objetivo verificar a possibilidade de as crianças terem atravessado para o outro lado do rio.
Estrutura é desmontada e buscas se tornam pontuais
Com a nova estratégia, a estrutura montada próxima ao rio, conhecida como Base 2, foi desmontada. O espaço havia sido utilizado anteriormente durante as buscas e deixou de operar após o menino Kauã (08), ser encontrado três dias depois do desaparecimento do grupo.
A partir de agora, os trabalhos passam a ocorrer de forma pontual. As equipes se deslocam conforme surgem novas informações repassadas às autoridades, concentrando esforços em locais específicos indicados por denúncias ou levantamentos recentes.
Varredura no rio é encerrada
A Marinha do Brasil concluiu as varreduras no Rio Mearim após percorrer cerca de 19 quilômetros com o auxílio de um sonar. Parte desse trajeto foi analisada de maneira mais detalhada. Sempre que o equipamento apontava possíveis pontos de interesse, mergulhadores do Corpo de Bombeiros eram acionados para averiguação, mas nenhum vestígio foi encontrado.
As buscas aquáticas foram encerradas na noite de quinta-feira (22), conforme confirmado pelo capitão Simões, da Marinha, durante entrevista coletiva ao lado de autoridades locais e do prefeito de Bacabal, Roberto Costa.
Pontos de interesse não apresentaram vestígios
Segundo o capitão, as equipes identificaram 11 pontos considerados estratégicos ao longo do rio. Todos foram analisados por mergulhadores, sem que houvesse confirmação de qualquer indício relacionado às crianças.
As operações no rio ocorreram de forma ininterrupta durante cinco dias, sendo cinco quilômetros examinados de maneira minuciosa. Apesar do esforço das equipes, até o momento, não há pistas concretas sobre o paradeiro de Ágatha Isabelly e Allan Michael.
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