Um áudio atribuído a um suposto morador da região onde os irmãos Ágata Isabelle, de 5 anos, e Allan Michael, de 4 anos, desapareceram, em Bacabal (MA), trouxe um alerta importante sobre os riscos do local onde as buscas estão concentradas.
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No áudio, o homem afirma conhecer bem a área do povoado quilombola São Sebastião dos Pretos e chama atenção para o lago próximo ao local do desaparecimento, destacando que o ambiente abriga animais potencialmente perigosos, comuns na região. Segundo ele, o risco não pode ser ignorado e exige buscas intensificadas dentro da água, com técnicas específicas e apoio de pessoas que conhecem o território.
O alerta surge em meio a novos desdobramentos no caso e ocorre na região onde o primo encontrado com vida afirmou ter visto eles pela última vez.
Peças de roupas foram encontradas em Bacabal
Na manhã de domingo (11), voluntários encontraram peças de roupas infantis em uma área de mato alto, próximas a uma grota, dentro da área de buscas. No local, também foi encontrada uma xícara de porcelana. Todo o material foi recolhido e será analisado pela Polícia Civil do Maranhão, que mantém as informações sob sigilo para não comprometer as investigações.
Essa é a segunda vez que roupas infantis são encontradas durante as buscas. Na última quinta-feira (8), um calção e uma sandália foram localizados na mata, mas posteriormente foi confirmado que pertenciam a Anderson Kauã, de 8 anos, primo das crianças, que também havia desaparecido e foi encontrado com vida no mesmo dia.

As buscas contam com reforço de 26 militares do Exército Brasileiro, do Batalhão de Infantaria de Selva, e 15 policiais do Batalhão Ambiental da Polícia Militar. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, cerca de 600 pessoas, entre agentes e voluntários, participam da operação.
As equipes concentram esforços principalmente em um lago com cerca de 800 metros de extensão, apontado como área-chave após o relato de Anderson Kauã. De acordo com o menino, ele teria deixado os primos próximos ao lago enquanto saiu para buscar ajuda. O relato foi feito aos pais e à psicóloga que o acompanha no hospital.
Além do lago, as buscas também ocorrem em áreas próximas ao rio Mearim, com apoio de moradores que utilizam embarcações.
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