Ativista cobra delegados publicamente sobre a investigação da morte do cão Orelha, caso que causou comoção nacional. Luisa Mell participou da coletiva de imprensa dos delegados responsáveis pelo inquérito, em Santa Catarina, e questionou diretamente a condução das investigações, especialmente em relação ao tempo decorrido e a decisões judiciais tomadas no início do processo.
Durante a coletiva, Luisa criticou o fato de um dos investigados ter sido autorizado a viajar para os Estados Unidos. “Eu acho que a juíza falhou. Que ela não devia ter deixado ele viajar. Se ele cometeu um crime tão bárbaro… o problema é dele, ele que não matasse o cachorro apaulada”, afirmou. Em seguida, questionou se a demora da magistrada em se declarar suspeita por proximidade com a família dos investigados teria impactado a apuração. “O fator tempo é essencial para qualquer investigação. Então atrapalhou”, concluiu a ativista após insistir no questionamento aos delegados.
Ativista cobra delegados por celeridade na investigação
Um dia antes, Luisa Mell já havia declarado que identificou falhas graves no inquérito e apontado o que considera uma proteção velada a pessoas de alto poder aquisitivo envolvidas no caso. Segundo ela, a situação seria “muito pior do que a gente sabe” e exige vigilância constante para evitar impunidade.
A revolta aumentou após a confirmação de que dois dos quatro adolescentes investigados pela tortura e morte do animal estão em viagem à Disney, nos Estados Unidos. A informação foi confirmada pelo delegado-geral Ulisses Gabriel, que explicou que a viagem já estava programada antes do crime. Mesmo assim, a situação gerou forte reação nas redes sociais, levando a polícia a montar uma operação especial de segurança no aeroporto para o retorno dos jovens, previsto para a próxima semana.
As investigações também avançaram sobre familiares dos adolescentes. A Polícia Civil indiciou três adultos — pais e um tio — pelo crime de coação no curso do processo. De acordo com a delegada Mardjoli Valcareggi, eles teriam tentado intimidar testemunhas, incluindo funcionários de um condomínio que presenciaram movimentações e reuniram provas relevantes.
Outro ponto que aumentou a desconfiança pública foi a saída da juíza titular do caso, que se declarou suspeita por motivo de foro íntimo e se afastou do processo. A decisão, embora prevista em lei, levantou questionamentos sobre a imparcialidade da condução inicial do caso.
O crime contra o cão Orelha chocou o país pela crueldade. O animal, considerado mascote comunitário da Praia Brava, foi arremessado ao mar pelos adolescentes. Resgatado em estado gravíssimo, acabou submetido à eutanásia. O caso segue sob intensa pressão popular, com cobrança por justiça e punições exemplares.
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