Um assessor parlamentar da cidade de Várzea Grande, no interior de Mato Grosso, foi preso em flagrante neste domingo (4), suspeito de agredir a ex-namorada. O homem foi identificado como Marquesio Marques de Assis, de 51 anos. A vítima, de 26 anos, também foi detida por lesão corporal recíproca.
- Assessor de deputado é flagrado se masturbando em janela de prédio
De acordo com informações do Boletim de Ocorrência, registrado na Polícia Civil de Mato Grosso, a mulher relatou que uma discussão entre os dois começou após o consumo de álcool e resultou em agressão física. Ela afirma que foi impedida de sair, segurada pelo braço, enforcada e atingida por socos no tórax.
Já Marquesio contou que ambos deitaram após beber, mas a mulher quis ir embora durante a madrugada, o que gerou o conflito. Segundo ele, ela teria ficado agressiva, desferido um soco, arranhões e mordidas, além de arremessar uma garrafa de vinho na televisão e tentar atingir o carro dele com uma cadeira.
Após a confusão, o servidor pediu ajuda ao sobrinho menor de idade para conter a situação. Ambos foram encaminhados à delegacia e receberam voz de prisão em flagrante. Em audiência de custódia, realizada ainda no domingo, os dois foram liberados.
Afastado
A Câmara Municipal de Várzea Grande se pronunciou sobre o fato em nota oficial e classificou o episódio como “grave”, repudiando qualquer ato de violência. Uma investigação interna foi aberta para apurar os fatos e definir responsabilidades, enquanto o servidor permanece afastado sem remuneração.
Confira a nota da Câmara Municipal de Várzea Grande na íntegra:
“A Câmara Municipal de Várzea Grande vem a público informar que tomou conhecimento, através de boletim de ocorrência, de um fato grave envolvendo um servidor da instituição. Segundo as informações, o servidor Marquésio Marques de Assis teria sido preso após supostas agressões à sua companheira.
A Câmara repudia qualquer forma de violência e agressão, e considera o caso extremamente grave. Diante disso, a instituição decidiu abrir uma investigação interna para apurar os fatos e determinar as responsabilidades cabíveis.
Durante o período de investigação, o servidor será afastado de suas funções, sem remuneração, para garantir a integridade do processo e a segurança de todos os envolvidos.
A Câmara Municipal reitera seu compromisso com a transparência e a responsabilidade, e se compromete a tomar todas as medidas necessárias para esclarecer os fatos e aplicar as sanções cabíveis, se for o caso.”
Leia mais:
- Nikolas critica prisão de ex-assessor de Bolsonaro: ‘Inova no absurdo’
- Vereador e assessor são encontrados mortos em zona rural
