A Prefeitura de Rio Branco iniciou os serviços de limpeza geral nas áreas afetadas pela cheia do Rio Acre e mantém ações de assistência às famílias que precisaram deixar suas casas. O prefeito Tião Bocalom afirmou que a atuação do poder público tem caráter humanitário e destacou que a prioridade é garantir segurança, saúde e dignidade às pessoas atingidas.

A prefeitura já está trabalhando para devolver os moradores às suas casas/Foto: Jeferson Carvalho / SECOM
“Nosso trabalho sempre foi humanitário. Nós sempre achamos que o poder público precisa dar a mão àqueles que mais precisam. E quem mais precisa nesse momento são essas pessoas que foram alagadas”, afirmou o prefeito durante visita às famílias abrigadas na Escola Estadual Maria Gouveia Viana.
Segundo Bocalom, a agenda no local faz parte de uma estratégia de mostrar na prática como a gestão atua diante da cheia. “Essa aqui é a segunda agenda oficial do novo ano. É uma agenda que eu fiz questão de fazer, de chamar o Alysson, para a gente mostrar o nosso trabalho”, disse. Ele ressaltou a parceria com o governo do Estado no acolhimento das famílias. “Essa aqui é uma escola estadual, e a gente agradece ao governo do Estado pela parceria.”
O prefeito explicou que o objetivo é garantir que as famílias retornem às suas casas com segurança ou sejam inseridas em programas habitacionais definitivos. “O que a gente não quer é que esse sofrimento perdure. Nós queremos retirar esse sofrimento, e a forma de retirar é essa. Tirar essas pessoas de áreas de risco e dar uma casa nova, em segurança, com dignidade para o resto da vida”, afirmou.
Bocalom também destacou o papel do programa Minha Casa Minha Vida em parceria com a Caixa Econômica Federal. “Daqui talvez uns seis meses já começa a ficar pronto também o Minha Casa Minha Vida. A Prefeitura entrou com R$25 mil para cada unidade habitacional, além da infraestrutura e do terreno”, declarou. Segundo ele, estão previstas mais de 2 mil unidades habitacionais até o final de 2027, além de outras mais de mil unidades com o governo do Estado.
Sobre as áreas desocupadas, o prefeito afirmou que haverá recuperação ambiental e fiscalização. “Nos locais onde a gente retirar essas famílias, a prefeitura vai entrar com a Secretaria de Meio Ambiente para recuperar essas áreas, colocar monitoramento e, se for necessário, cercamento. Nós vamos acabar com esse negócio de enxugar gelo”, disse.
Em relação à limpeza da cidade após a vazante, Bocalom evitou estimativas numéricas. “Eu não gosto muito de ficar falando números, porque muitas vezes são mentirosos. O que eu quero é resolver o problema. Se forem 10, 50 ou 100 toneladas, o importante é deixar a cidade limpa”, afirmou. Ele acrescentou que o trabalho deve ser concluído em poucos dias. “Dois, três ou quatro dias, acredito que a gente dá conta de limpar, lavar e deixar tudo limpinho para evitar doenças.”
O prefeito de Rio Branco destacou a importância da ação rápida em apoio as famílias afetadas/Foto: Reprodução
O secretário municipal de Assistência Social, João Marcos Luz, destacou o atendimento prestado às famílias abrigadas. “Graças a Deus, nós temos conseguido dar um atendimento com qualidade aos nossos irmãos de Rio Branco que foram afetados pelas águas do rio e dos igarapés”, afirmou.
Na Escola Maria Gouveia Viana, segundo o secretário, estão acolhidas 12 famílias, totalizando 53 pessoas. “Aqui nós temos idosos com dificuldades, mulheres grávidas, crianças e até uma pessoa em estado terminal de câncer. Veja o cuidado que o poder público precisa ter com essas pessoas”, disse.
João Marcos Luz explicou que os abrigados recebem acompanhamento social, psicológico e de saúde. “Eles estão tendo alimentação adequada, balanceada por nutricionistas, atendimento social e psicológico”, afirmou. Ele também informou que, no retorno para casa, as famílias receberão apoio material. “Vão receber kit higiene, kit limpeza, sacolão e outros utensílios, porque muitos perderam colchões e outros itens.”
O secretário ressaltou ainda as ações voltadas às crianças. “O nosso programa Criança Feliz está aqui fazendo entretenimento com as crianças, com desenhos e várias atividades. O nosso trabalho é acolher, abraçar e cuidar”, declarou.
De acordo com a Secretaria de Assistência Social, a prefeitura mantém outros quatro abrigos ativos, que atendem 53 famílias, totalizando 191 pessoas. “A gente pede a Deus que até domingo essas pessoas possam retornar para suas casas”, concluiu o secretário.
Os serviços de limpeza contam com 12 caçambas, sete máquinas, três caminhões tipo Tatuzão, um caminhão-pipa, três caminhões de carga seca e cerca de 100 trabalhadores, com prioridade para bairros como Base, 6 de Agosto, Taquari, Cadeia Velha, Baixa da Cadeia Velha, Bairro da Paz, Hélio Melo e Parque das Palmeiras.