Após três dias, Corpo de Bombeiros encerra buscas por menina desaparecida no Rio Tarauacá

O incidente ocorreu no dia 29, quando duas embarcações colidiram em uma área de difícil acesso do município

As equipes do Corpo de Bombeiros encerraram, no último dia 31, as buscas pela pequena Emily Lorrany, de apenas 2 anos, que desapareceu após um acidente fluvial no Rio Tarauacá, localizado no interior do Acre. As operações de resgate se estenderam por três dias, mas não foram bem-sucedidas na localização da criança.

O incidente ocorreu no dia 29, quando duas embarcações colidiram em uma área de difícil acesso do município: Foto/Reprodução

O incidente ocorreu no dia 29, quando duas embarcações colidiram em uma área de difícil acesso do município. Na hora do acidente, Emily estava acompanhada da mãe e do irmão de 6 anos. Ambos caíram no rio, mas conseguiram ser resgatados com vida.

Em entrevista ao portal G1, o subcomandante do Corpo de Bombeiros de Tarauacá, tenente Marcelo Monteiro, detalhou que as buscas foram interrompidas após três dias de tentativas intensivas de resgate, incluindo mergulhos. “A corporação realizou mergulhos nos três dias de busca, mas não obteve êxito. Devido ao volume da massa corporal, é extremamente difícil para uma criança de dois anos subir à superfície, por isso não conseguimos encontrá-la”, lamentou.

O tenente também informou que a família foi comunicada oficialmente sobre a interrupção das buscas, e as equipes de bombeiros retornaram à zona urbana de Tarauacá.

A Polícia Civil está investigando o caso. O delegado responsável, José Ronério, informou que está aguardando o comparecimento dos pais de Emily à delegacia para formalizar o registro do desaparecimento. O acidente aconteceu acima do Igarapé São Luiz, quando uma “bajola” (barco pequeno e motorizado) colidiu com uma canoa de pequeno porte, provocando a queda da mãe e das crianças no rio.

Em uma declaração anterior, o comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Charles Santos, destacou que o acidente não teve relação com a enchente do rio, mas foi fruto de um acidente de navegação. Ele também ressaltou as dificuldades no local, como a ausência de sinal telefônico, o que obrigou a comunicação das equipes de resgate a ser feita por rádio.

Com informações do Portal G1