A jovem Rafaela Gandra dos Reis, de 21 anos, conseguiu escapar de um cativeiro na manhã da última quinta-feira (22), no município de Eunápolis, na Bahia. A vítima estava desaparecida desde a noite da última sexta-feira (16), quando foi vista pela última vez ao sair de sua residência no bairro Pequi.
Quando foi vista pela última vez, Rafaela carregava o filho de apenas 11 meses e informou aos familiares que visitaria uma amiga. No entanto, o trajeto foi interrompido por criminosos que a sequestraram e a mantiveram em um cativeiro em uma região de mata.
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O retorno do bebê
O cenário tornou-se ainda mais complexo na manhã do último domingo (18), quando uma mulher, cuja identidade não foi reconhecida pela família, compareceu à residência dos parentes da jovem. Sem prestar esclarecimentos sobre o paradeiro de Rafaela, a mulher entregou o bebê e uma bolsa contendo os pertences pessoais da mãe da criança, retirando-se do local imediatamente após o ato.
Informações colhidas pela polícia sugerem que o bebê teria sido deixado sobre um sofá na residência de uma terceira pessoa, e que Rafaela teria partido em destino ignorado. Essa versão, contudo, é veementemente contestada pelos familiares. A mãe da desaparecida afirma que a filha possui um comportamento zeloso e que jamais abandonaria o bebê ou o deixaria sob a guarda de estranhos sem um motivo extremo.
No cativeiro
Durante o período em que esteve em poder dos criminosos, Rafaela foi mantida em uma área de mata situada nos fundos do bairro Arnaldão, em Eunápolis.
Relatos de familiares indicam que a jovem permanecia amarrada e vigiada, sendo submetida a sessões frequentes de agressões físicas e pressões psicológicas.
As investigações apontam que o grupo de sequestradores realizava um revezamento para monitorar a vítima, enquanto aguardava ordens superiores para executar o homicídio e ocultar o corpo em uma cova rasa já preparada no local.
A fuga de Rafaela
A jovem conseguiu fugir em um momento de descuido dos sequestradores. Na ocasião, ela percebeu que os homens haviam adormecido, e, com cautela, conseguiu se desvencilhar das amarras e atravessou a mata até alcançar uma área habitada próxima ao local, onde solicitou socorro aos moradores da região.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e encaminhou a vítima para uma unidade de saúde, onde ela recebeu cuidados médicos devido aos diversos ferimentos causados por espancamento.
Além do tratamento clínico, a jovem deverá ser submetida a acompanhamento psicológico especializado para lidar com os traumas do cárcere.
Investigação
O caso é investigado pela Polícia Civil da Bahia, que busca identificar e prender os responsáveis pelo sequestro.
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