O presidente da Rússia, Vladimir Putin, acatou ao pedido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e vai suspender os ataques contra a Ucrânia até 1º de fevereiro, domingo. A informação foi divulgada pelo Kremlin, centro político do país europeu.
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“O presidente Trump de fato pediu pessoalmente ao presidente Putin que se abstivesse de atacar Kiev por uma semana, até 1º de fevereiro, a fim de criar condições favoráveis para as negociações. É isso que posso dizer sobre o assunto”, disse o porta voz, Dmitry Peskov.
Questionado se Putin havia aceitado o pedido do republicano, Peskov reiterou a vontade do presidente russo. “Sim, claro, houve um pedido pessoal do presidente Trump”, contou.
A Ucrânia respondeu à declaração afirmando que vai retribuir caso a Rússia deixe de atacar seu sistema de infraestrutura energética, que vem sendo bombardeado durante o conflito armado. Vivendo um momento de frio intenso, o país tem enfrentado dificuldades para lidar com os sistemas de aquecimento de prédios e ambientes internos.
Guerra da Ucrânia
A guerra na Ucrânia teve início em fevereiro de 2022, quando a Rússia lançou uma ofensiva militar em larga escala contra o território ucraniano, prestes a completar quatro anos.
O conflito, no entanto, tem raízes mais antigas, especialmente na crise de 2014, quando a Rússia anexou a Crimeia após a queda do então presidente ucraniano Viktor Yanukovych e o fortalecimento de movimentos pró-União Europeia no país. Desde então, a região do Donbass passou a registrar confrontos entre forças ucranianas e separatistas apoiados por Moscou, criando um cenário de instabilidade que culminou na invasão em grande escala anos depois.
O objetivo estratégico da Rússia envolve uma combinação de fatores geopolíticos e de segurança. Moscou busca impedir a aproximação da Ucrânia com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e com a União Europeia, além de manter influência sobre um território considerado estratégico tanto do ponto de vista militar quanto histórico e cultural.
Para o Kremlin, a expansão da OTAN em direção ao leste europeu representa uma ameaça direta à sua zona de influência, e a guerra também se insere na tentativa de reafirmar o protagonismo russo no cenário internacional.
Nova tecnologia de guerra
O conflito também trouxe elementos inéditos em comparação com guerras recentes. A utilização massiva de drones para reconhecimento e ataques, o emprego de armas de precisão guiadas por sistemas avançados e a integração entre inteligência em tempo real e redes de comunicação civis transformaram o campo de batalha.
Além disso, a guerra evidenciou a importância da guerra cibernética, com ataques a infraestruturas digitais e campanhas de desinformação ocorrendo paralelamente às operações militares. O uso de imagens de satélite comerciais, a mobilização via redes sociais e a participação indireta de potências por meio do envio de armamentos sofisticados também marcaram um novo padrão de conflito no século XXI.
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