Anvisa reconhece erva tradicional como tratamento natural eficaz para problemas gástricos

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A espinheira-santa, cientificamente nomeada Maytenus ilicifolia, consta no formulário de fitoterápicos da Anvisa como uma opção oficial para o tratamento de desconfortos gástricos, oferecendo uma ação protetora na mucosa estomacal comparável a fármacos tradicionais de controle de acidez.

O que diz a Anvisa sobre a planta

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária reconhece as propriedades terapêuticas desta planta nativa, indicando o seu uso para casos de dispepsia, que engloba a má digestão, e azia leve. A validação oficial baseia-se em estudos que comprovam a segurança e a eficácia dos compostos presentes nas folhas para a saúde digestiva.

Essa certificação governamental coloca o chá em um patamar diferenciado de outros remédios caseiros, classificando-o como um medicamento fitoterápico real. O reconhecimento institucional reforça que os princípios ativos da planta possuem ação farmacológica mensurável e padronizada para o alívio de sintomas gástricos.

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Como ela atua na proteção do estômago

Ao contrário de alguns medicamentos que funcionam apenas bloqueando a produção de ácido, a espinheira-santa aumenta os fatores de proteção do próprio organismo. Ela estimula a produção de muco e bicarbonato, substâncias que revestem as paredes internas do estômago e impedem a corrosão causada pelo suco gástrico.

Esse mecanismo cria uma barreira física e química que protege a mucosa contra lesões e úlceras. A presença de taninos e óleos essenciais na composição da folha ajuda a cicatrizar tecidos já irritados, proporcionando um alívio eficaz da dor e da queimação sem eliminar completamente a acidez necessária para a digestão.

O chá que acaba com a gastrite e substitui o omeprazol segundo a Anvisa
Para extrair corretamente os benefícios da planta sem degradar seus componentes ativos, é essencial utilizar o método de infusão (Imagem gerada por inteligência artificial-ChatGPT/Olhar Digital)

Qual a maneira correta de preparar a infusão?

Para extrair corretamente os benefícios da planta sem degradar seus componentes ativos, é essencial utilizar o método de infusão, evitando ferver as folhas diretamente na água. O preparo adequado garante a concentração ideal das substâncias gastroprotetoras.

  • Ferva cerca de 150 ml de água filtrada e desligue o fogo assim que levantar fervura.
  • Adicione uma colher de sobremesa de folhas secas de espinheira-santa na água quente.
  • Tampe o recipiente e aguarde entre 10 a 15 minutos para a liberação dos compostos.
  • Coe a mistura e consuma a bebida morna, preferencialmente antes das refeições principais.

Qual a diferença entre o fitoterápico e o remédio sintético

Embora ambos busquem o alívio da gastrite e da acidez, a forma como interagem com o corpo e sua origem são distintas. A tabela a seguir compara as características principais da espinheira-santa em relação aos inibidores de bomba de prótons comuns, como o omeprazol.

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Espinheira-Santa

Atua fortalecendo a barreira protetora do estômago (muco). Possui origem vegetal natural, com ação cicatrizante e carminativa, apresentando raros efeitos adversos.

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Omeprazol (Sintético)

Inibe diretamente a secreção de ácido gástrico. É um composto químico de laboratório, com foco exclusivo na redução da acidez e possível impacto na absorção de vitaminas.

Mesmo sendo um produto natural aprovado por órgãos de saúde, o uso indiscriminado requer atenção. Mulheres grávidas não devem consumir este chá, pois estudos indicam que a planta pode estimular contrações uterinas, representando risco à gestação, além de reduzir a produção de leite durante a amamentação.

O chá que acaba com a gastrite e substitui o omeprazol segundo a Anvisa
Para extrair corretamente os benefícios da planta sem degradar seus componentes ativos, é essencial utilizar o método de infusão (Imagem gerada por inteligência artificial-ChatGPT/Olhar Digital)

É fundamental que pacientes com doenças crônicas ou que utilizam medicação contínua consultem um médico antes de realizar a substituição do tratamento convencional. A interação entre fitoterápicos e medicamentos sintéticos deve ser monitorada para garantir a segurança do paciente.