O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, está detido no Centro de Detenção Metropolitano (MDC), no Brooklyn, em Nova York, unidade conhecida por abrigar presos de grande repercussão internacional. O presídio, frequentemente descrito por relatos da imprensa americana como precário e violento, já recebeu um brasileiro famoso: o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) José Maria Marin.
- Desenho de Nicolás Maduro em audiência nos EUA repercute nas redes sociais
Marin ficou preso no mesmo local entre os anos de 2018 e 2020, após ser condenado pela Justiça dos Estados Unidos no escândalo de corrupção conhecido como Fifagate. A penitenciária abriga atualmente mais de 1,3 mil detentos e ganhou o apelido de “prisão dos famosos”.
Foto: Tomaz Silva / Agência Brasil
Brasileiro ficou detido após condenação nos EUA
José Maria Marin foi condenado por seis dos sete crimes pelos quais respondia, incluindo conspiração para fraude bancária e lavagem de dinheiro. As acusações estavam ligadas ao recebimento de propinas em contratos de competições como Copa do Brasil, Libertadores e Copa América.
Em agosto de 2018, a Justiça americana determinou pena de quatro anos de prisão, além do pagamento de multa e da devolução de valores obtidos ilegalmente. Os crimes teriam ocorrido durante o período em que Marin comandou a CBF, entre 2012 e 2015.
Durante a pandemia de Covid-19, em 2020, o ex-dirigente obteve liberdade antecipada por razões humanitárias, deixou o MDC e retornou ao Brasil. Ele morreu em julho de 2025, aos 93 anos, após sofrer um AVC.
“Prisão dos famosos”
Mesmo alvo de denúncias sobre más condições internas, o MDC do Brooklyn costuma receber presos influentes e de grande repercussão. Já passaram pela unidade nomes como os rappers R. Kelly e Sean “Diddy” Combs, além do ex-presidente de Honduras Juan Orlando Hernández e do ex-secretário de Segurança Pública do México Genaro García Luna.
O narcotraficante Joaquín “El Chapo” Guzmán e membros de organizações terroristas presos após os atentados de 11 de setembro também estiveram detidos no local.
Estrutura e denúncias
Construído na década de 1990, o MDC fica a poucos quilômetros de pontos turísticos de Nova York e foi criado para reduzir a superlotação do sistema prisional da cidade. Embora tenha sido projetado para cerca de mil presos, atualmente opera acima da capacidade.
Relatórios do Departamento Federal de Prisões dos EUA indicam déficit de funcionários, além de registros de violência, tráfico de drogas e mortes dentro da unidade. Em 2024, ao menos três presos morreram em episódios violentos no local.
Situação de Maduro
Nicolás Maduro aguarda julgamento na Justiça Federal de Nova York. Segundo autoridades americanas, ele permanece detido provisoriamente no MDC enquanto responde às acusações apresentadas pelo Ministério Público dos Estados Unidos.
Leia também:
- Nova Guerra Fria? EUA faz post com mensagem polêmica após prisão de Maduro
- Venezuela determina prisão de americanos que prenderam de Maduro
- Governo de país europeu toma medida drástica contra Nicolás Maduro, preso nos EUA
