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Piloto tem passaporte roubado, tenta denunciar crime e acaba sendo preso por engano

Piloto tem passaporte roubado, tenta denunciar crime e acaba sendo preso por engano

O que deveria ser uma rápida viagem de três dias à Bulgária se transformou em um pesadelo para o piloto britânico Robert Weaver. Aos 38 anos, ele viajou sozinho até a cidade turística de Bansko para visitar uma propriedade à venda, mas acabou passando duas semanas preso após ter o passaporte roubado.

O desaparecimento do documento foi percebido justamente no dia do retorno ao Reino Unido. Weaver afirma que o passaporte sumiu de dentro do cofre do quarto do hotel. Seguindo o protocolo, ele procurou a delegacia mais próxima para registrar o roubo, uma decisão que mudaria completamente o rumo da viagem.

Polícia não conseguiu identificá-lo 

Segundo o piloto, a polícia local alegou não conseguir confirmar sua identidade, mesmo ele tendo vivido anteriormente no país. Detido inicialmente em uma cela da própria delegacia, Robert foi transferido para um centro de detenção de imigrantes, onde passou a dividir uma cela com outros seis homens.

Em entrevista ao Daily Mail, ele descreveu condições precárias: apenas um prato de arroz por dia, 20 minutos de banho de sol e um banheiro improvisado. 

“Para usar o toalete, era preciso pedir a um guarda para levar até um buraco no chão”, relatou.

Além das condições físicas, o piloto afirma que teve direitos básicos negados, como fazer ligações para familiares, o que quase lhe custou o emprego devido ao desaparecimento repentino. Ele também diz ter recebido promessas repetidas de que seria levado à embaixada britânica, o que nunca aconteceu naquele momento.

Transferência para centro de detenção 

Centro de Detenção Busmantsi — Foto: Reprodução

Em vez disso, foi transferido para outro local, o Centro de Detenção Busmantsi, onde afirma ter sido coagido a assinar documentos em búlgaro. 

“Disse que não entendia o que estava escrito. O chefe da imigração respondeu: ‘Se você não assinar, vamos te deixar apodrecendo aqui’”, contou.

A libertação só foi possível quando um colega de cela lhe emprestou um celular contrabandeado. Com o telefone, Robert conseguiu entrar em contato com a embaixada do Reino Unido. Pouco depois, autoridades locais pediram desculpas, afirmando não saber explicar o motivo da prisão.

Dias depois, ele retornou ao Reino Unido com documentos emergenciais emitidos pela embaixada. 

“Minha família ficou aliviada. Quando liguei para meu pai dizendo que estava voltando, ele começou a chorar”, relatou.

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