Uma mulher de 40 anos foi encontrada morta dentro da casa onde morava, no bairro Tremembé, na zona norte de São Paulo, na manhã do último domingo (14). O corpo já estava em estado avançado de decomposição, com sinais de início de putrefação, e a Polícia Civil investiga o caso como homicídio.
De acordo com a polícia, a vítima foi identificada como Rôsegleizia da Silva Menezes. A suspeita é de que ela tenha sido morta dois ou três dias antes de ser encontrada. Ao chegar ao imóvel, policiais militares localizaram o corpo caído sobre um colchão, com uma lesão grave na região do pescoço.
A porta da sala estava entreaberta e uma faca foi encontrada embaixo do corpo. O celular da vítima estava ao lado dela. Os dois objetos foram apreendidos e encaminhados para perícia.
Indícios apontam que crime ocorreu dias antes
Rôsegleizia trabalhava em uma empresa de segurança quatro dias por semana, das 17h30 às 23h30. Segundo colegas de trabalho, ela foi vista pela última vez na noite de quarta-feira (10). Já o último contato com familiares ocorreu no dia seguinte, quinta-feira (11).
Os relatos das testemunhas e o estado em que o corpo foi encontrado reforçam a suspeita de que a morte tenha ocorrido dias antes da localização do cadáver.
O caso foi registrado como homicídio no 73º Distrito Policial (Jaçanã), que solicitou apoio do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) para aprofundar as investigações.
Quem era a vítima
Segundo o boletim de ocorrência, Rôsegleizia tinha um filho de 20 anos, de um relacionamento anterior, e estava solteira. Ela morava sozinha na residência da rua Pedro Furquim havia cerca de dois meses.
O imóvel havia sido adquirido para passar por reformas, com a intenção de que o filho fosse morar com ela futuramente. As obras estavam em andamento no momento do crime e eram realizadas por um vizinho.
Investigação em andamento
O vizinho responsável pelas reformas foi ouvido pela polícia e não possui antecedentes criminais. Familiares, colegas de trabalho e outras testemunhas também prestaram depoimento.
Até o momento, não há menção oficial a suspeitos, segundo o boletim de ocorrência e nota da Secretaria da Segurança Pública (SSP). O documento policial, porém, aponta que o ex-companheiro de Rôsegleizia já foi alvo de inquéritos entre 2004 e 2023, envolvendo crimes patrimoniais, tráfico de drogas e violência doméstica. Em 2023, ele chegou a ser investigado por um homicídio, mas acabou impronunciado.
A Polícia Civil apreendeu objetos encontrados no local e solicitou a inclusão do perfil genético da vítima no Banco Nacional de Perfis Genéticos. Também foram requisitados exames necroscópico, toxicológico, subungueal, sexológico, de útero gravídico e coleta de material genético ao Instituto Médico Legal (IML).
“As circunstâncias ainda não permitem a identificação da autoria. Foi instaurado inquérito policial para a completa apuração dos fatos”, informou a autoridade policial no registro da ocorrência.
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