Criminosos envolvidos no tiroteio que deixou duas pessoas mortas e nove baleadas durante um churrasco de traficantes, nesta quinta-feira (4), em Belo Horizonte, estavam vestidos como policiais civis. A Polícia Militar apreendeu distintivos oficiais, camisetas da corporação, touca ninja, cinto tático, carregadores e munições de calibres restritos.
O confronto aconteceu em uma quadra do Conjunto Esperança, na Região do Barreiro. Segundo a PM, os criminosos usaram camisetas pretas com a inscrição “Polícia Civil de Minas Gerais” para confundir a chegada das viaturas.
Entre o material recolhido estavam três distintivos, três camisetas oficiais, uma balaclava, carregadores alongados, munições e armas como uma pistola 9 milímetros e dois fuzis. Dez pessoas foram presas. Dos feridos, quatro seguem internados sob escolta policial.
A troca de tiros começou quando um chefe do tráfico, escoltado por homens armados, se reunia com outros integrantes de uma facção. Um carro e duas motos de um grupo rival chegaram ao local e houve intenso confronto. Investigadores afirmam que as facções envolvidas seriam de São Paulo e do Rio de Janeiro.
Moradores relataram que após o tiroteio, homens armados vestindo camisetas da Polícia Civil fugiram por uma área de mata. Um veículo prata que teria sido usado pelos suspeitos também foi localizado.
A Polícia Civil vai investigar como os criminosos conseguiram acesso a itens exclusivos da corporação, que podem ter sido usados para simular operações ou facilitar ações ilegais.
O governo de Minas informou que vai pedir mudanças na legislação federal para endurecer a fiscalização, restringir a produção e a venda de uniformes policiais, além de aplicar punições mais severas para quem usar fardas e insígnias sem autorização.
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