Um homem de 32 anos, natural de Benim, na África, foi preso nesta terça-feira (2) no bairro Itacorubi, em Florianópolis, por integrar uma organização internacional especializada em estelionatos virtuais. O grupo aplicava golpes utilizando perfis falsos nas redes sociais em que se passavam pelo ator norte-americano Dwayne Johnson, o The Rock.
De acordo com a investigação da Polícia Civil de Santa Catarina, as vítimas eram levadas a acreditar que conversavam diretamente com o artista. Após estabelecer vínculo emocional, os criminosos informavam que elas receberiam um prêmio de 800 mil euros (cerca de R$ 4,9 milhões). Para sustentar a farsa, enviavam documentos falsos, fotos de pacotes lacrados, mensagens em inglês e supostos comprovantes de envios internacionais.
Na etapa final do golpe, os golpistas exigiam pagamentos para supostas taxas, seguros e liberações alfandegárias. Os depósitos eram feitos via Pix para contas controladas pelo investigado preso em Florianópolis.
Operador financeiro da quadrilha
Segundo a Polícia Civil, o suspeito atuava como operador financeiro da organização criminosa no Brasil, responsável por receber e movimentar o dinheiro enviado pelas vítimas. As investigações iniciaram em outubro de 2025 e apontaram a existência de uma estrutura transnacional altamente organizada.
A análise dos registros eletrônicos revelou que os acessos às contas envolvidas no esquema eram feitos a partir de um país africano, com IPs rastreados no continente. O preso atuava como intermediário logístico e financeiro, dando suporte ao núcleo estrangeiro.
Prejuízo às vítimas
Uma moradora de Minas Gerais perdeu aproximadamente R$ 80 mil no golpe. Outra vítima, de Brasília, teve prejuízo de R$ 11,6 mil. A polícia acredita que mais pessoas tenham sido enganadas e aguarda a análise dos dispositivos apreendidos para identificar possíveis novas vítimas.
Durante a operação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão — um em Florianópolis e outro em Itajaí — além do bloqueio judicial de bens. Celulares e equipamentos eletrônicos foram recolhidos e passarão por perícia.
O suspeito deve responder por estelionato eletrônico, crime cuja pena varia de quatro a oito anos de reclusão, além de multa.
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