O ex-integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) e ex-policial militar da Tropa de Choque, Ângelo Canuto, revelou em entrevista ao podcast Inteligência detalhes sobre como era conviver com Pedrinho Matador, considerado o maior assassino em série do Brasil. Condenado a mais de 400 anos de prisão por matar 71 pessoas, Pedrinho se tornou uma figura reconhecida nacionalmente pela brutalidade de seus crimes.
Segundo Ângelo, a convivência com o serial killer ocorreu quando ele foi preso por extorsão mediante sequestro, em 1997. Na época, Pedrinho cumpria pena, ele passou 34 anos encarcerado, entre 1973 e 2007, sendo solto após um indulto presidencial, por já ter cumprido mais de 20 anos de prisão ininterrupta.
Durante o podcast, Ângelo afirmou que Pedrinho tinha plena consciência da própria reputação:
“Na cabeça dele, ele era um monstro – e, de fato, ele era um monstro.”
O ex-PCC relatou que Pedrinho teve uma trajetória marcada por violência desde cedo, chegando a matar o próprio pai. “Para a imprensa, ele virou um monstro. Ele foi colocado em uma prisão comum, com quatro mil detentos. Sabe quem ensinou o Pedrinho Matador? Essa ideia abstrata: ‘se matar, morre; se bater, apanha’. Ele foi disciplinado e saiu da cadeia para ser morto em Mogi das Cruzes. Ele não foi morto pelo sistema”, disse.
Ângelo destacou ainda que apenas o chamado “código de ética” dentro do presídio impediu que Pedrinho fosse assassinado na cadeia.
Ele também relatou experiências pessoais com o serial killer:
“Eu fazia flexão de braço com o Pedrinho. Ele via as fotos da minha filha e passava a mão na imagem como se fosse um primata. Ele foi criado para ser um monstro, essa ideia abstrata que o disciplinou.”
Pedrinho Matador foi assassinado em 2023, em Mogi das Cruzes (SP), após anos vivendo fora da prisão. A morte, segundo Ângelo, não teve relação direta com o sistema prisional, mas com sua história marcada por violência e inimigos acumulados ao longo da vida.
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