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‘Eu ia morrer ali’, diz ex de Cauã Reymond ao relatar relação abusiva; veja

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‘Eu ia morrer ali’, diz ex de Cauã Reymond ao relatar relação abusiva; veja

A nutricionista Mariana Goldfarb participa de uma campanha do Ministério Público do Rio de Janeiro sobre violência psicológica e descreve como conseguiu deixar um relacionamento que, segundo ela, colocava sua vida em risco.

Relato em campanha oficial

Mariana Goldfarb, que já havia tratado de relações abusivas nas redes sociais, tornou-se o rosto da nova campanha do Ministério Público do Rio de Janeiro voltada para a conscientização sobre violência psicológica. Sem citar nomes, ela afirmou que percebeu ainda no início que vivia um relacionamento abusivo, mas não tinha repertório para identificar o que estava acontecendo.

Em vídeo divulgado pelo órgão, a nutricionista declarou que a violência psicológica não deixa marcas visíveis, mas se manifesta de outras formas, como queda de cabelo, tremores, falta de apetite e anorexia.

“É tudo sobre poder e controle”

Mariana contou que o abuso se intensificava por meio do tratamento de silêncio, usado como forma de desestabilização emocional. Segundo ela, olhar para trás permite identificar que a relação era marcada por controle, poder e dominação, e não por afeto.

A nutricionista disse que vivia em estado permanente de alerta, tentando evitar conflitos que, mesmo assim, se repetiam. Ela lembrou que recorreu ao álcool para minimizar a dor e destacou que amigos e familiares apontavam sinais de que sua identidade estava sendo apagada.

Rede de apoio fragilizada

No depoimento, Mariana explicou que pessoas em relações abusivas se tornam mais vulneráveis conforme o agressor afasta familiares e amigos. Segundo ela, críticas constantes às amizades e à família contribuem para o isolamento, facilitando a manipulação emocional.

A ex-modelo também comentou os questionamentos frequentes dirigidos às vítimas, como o motivo de não deixarem a relação. De acordo com ela, existe uma dependência que se forma ao longo do tempo, dificultando a saída.

Identidade aniquilada

Mariana afirmou que a violência psicológica atinge a forma como a vítima se vê no mundo, comprometendo a própria identidade. Ela comparou o processo a tornar-se “um zumbi”, já que o abuso mina a autoestima e a sensação de capacidade.

Segundo o relato, chega um momento em que a vítima precisa escolher entre sair ou perder completamente o sentido de si mesma. Mariana destacou que muitas mulheres acabam perdendo a vida em situações semelhantes.

Sinais de alerta e processo de ruptura

A nutricionista relatou que o abuso costuma começar de forma discreta e se intensifica. Ela disse que conseguiu sair da relação quando sentiu que tinha apenas “5% de oxigênio” simbólico para resistir.

Mariana reconheceu que romper é difícil e exige coragem, um processo que, no caso dela, levou anos. Mesmo assim, afirmou que a decisão foi essencial para preservar a própria vida.

Mensagem para mulheres em situação de violência

Na campanha, Mariana enviou um recado para as vítimas. Ela afirmou que a saída existe e é possível, e que relações saudáveis são reais. A orientação é para que mulheres não ignorem sinais de alerta e deixem vínculos que diminuam ou restrinjam sua autonomia.

Por fim, destacou que comportamentos como arremessar objetos, gritar, controlar, impor silêncio ou expressar ciúme excessivo não são normais. Segundo Mariana, a compreensão do padrão abusivo é fundamental para romper o ciclo.

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