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Pato Fu volta a Brasília e reflete sobre fãs de diferentes gerações

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Pato Fu volta a Brasília e reflete sobre fãs de diferentes gerações

Com mais de 30 anos de carreira, o Pato Fu desembarca em Brasília nesta quinta-feira (27/11) para comandar o Night Lab especial de três anos do Sesi Lab. A 25ª edição do evento, que mergulha no tema Distopias e Ficções, reúne música, tecnologia e experimentações artísticas. Além do show da banda mineira, a programação inclui performances visuais, oficinas e a apresentação da cantora e produtora Mahmundi.

Em entrevista ao Metrópoles, Fernanda Takai e John Ulhoa refletiram sobre a trajetória do grupo, a relação com quem acompanha o trabalho da banda e o processo de conceber o espetáculo que será apresentado na capital. A cantora também observa uma transformação ao longo dos anos: um público mais diverso, mais curioso e mais aberto.

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“O público atual acho bem mais educado. Eles têm a noção de que, quanto mais diversa a música, mais bacana. Acho que se dão a chance de conhecer novos nomes nos festivais. Então, eu fico feliz de estar aqui, viva, presenciando isso — essa alegria de poder se apresentar para plateias bastante diferentes, com outros tipos de sons ali juntos”, explica Fernanda.

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Pato Fu

Reprodução/Instagram

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John Ulhoa

Reprodução/Instagram

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Fernanda Takai

Reprodução/Instagram

4 de 4

Mahmundi

Reprodução/Instagram

Outra coisa que Fernanda destaca é a diferença de gerações entre os fãs da banda, que começou em 1992: “Acompanhar quem nos acompanha ao longo dos anos é muito interessante. Nossos fãs, que eram bem jovenzinhos quando começamos, hoje têm filhos — e muitos trazem as crianças para os shows. E aquele pessoal que era criancinha no Música de Brinquedo 1 agora já é jovem adulto assistindo ao Pato Fu”.

John Ulhoa, guitarrista e produtor do grupo, reforça que a essência do Pato Fu sempre foi misturar referências, estilos e tecnologias — algo que permanece desde os primeiros anos. Ele lembra que, ainda nos anos 1990, o grupo já explorava recursos acessíveis e pouco convencionais.

“Eu acho que a melhor tentativa que a gente fez de definir nossa identidade foi quando colocamos no primeiro disco o nome Rotomusic de Liquidificapum. Era uma maneira de criar um rótulo para essa mistura: todo tipo de som junto, às vezes numa música só, vários estilos, várias sonoridades”, explica.

Repertório

O show em Brasília faz parte da turnê comemorativa de 30 anos de Gol de Quem?, o segundo álbum da banda. John adianta que, além do repertório clássico, o público vai rever invenções sonoras que marcaram a história da banda. “A gente traz de volta umas traquitanas físicas, tecnológicas. É legal ver tecnologia antiga em ação. Por incrível que pareça, elas parecem mais complicadas do que as novas”, brinca.

A noite também marca a abertura da programação musical com a cantora Mahmundi, que apresenta o projeto REMIXES, uma releitura eletrônica da própria obra. “Quis muito levar essa experiência para Brasília. É uma celebração do que eu fazia no começo e do que continuo fazendo agora. Vai ser uma noite de se descobrir e se misturar”, diz a artista.

Serviço
Night Lab com Pato Fu 
Nesta quinta-feira (27/11), no SESI Lab, a partir das 19h. Os ingressos podem ser adquiridos no site do museu ou em lote extra para compra presencial a partir das  17h do dia do evento. Classificação: 18 anos.

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