Novo teste identifica hiperatividade das glândulas suprarrenais em minutos e promete transformar o diagnóstico de milhões de pacientes

Imagem: Stefan.Simonovski/Shutterstock

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Um novo exame rápido desenvolvido por pesquisadores da University College London (UCL), na Inglaterra, pode mudar o tratamento de milhões de pessoas com hipertensão.

Estima-se que até um quarto dos pacientes tenha problemas nas glândulas suprarrenais, que podem produzir aldosterona em excesso – hormônio que regula o sal no organismo e eleva a pressão arterial.

Esse tipo de alteração permanece amplamente subdiagnosticado, porque o processo tradicional envolve múltiplos exames e um procedimento invasivo, caro e pouco disponível.

Cientistas criam exame de 10 minutos que identifica excesso de aldosterona em pessoas com hipertensão – Imagem: PeopleImages/Shutterstock

O teste, descrito no New England Journal of Medicine, leva apenas dez minutos e revela a hiperatividade das glândulas suprarrenais que antes passava despercebida, indicando exatamente onde o hormônio está sendo produzido em excesso.

Como funciona a nova técnica

  • A equipe da UCL desenvolveu um traçador radioativo capaz de se ligar à aldosterona sintase, enzima responsável pela produção do hormônio.
  • Em exames PET-CT, essas áreas aparecem iluminadas, permitindo identificar se o problema está restrito a uma glândula ou é bilateral – informação crucial para decidir entre cirurgia ou medicamentos que bloqueiam a produção de aldosterona.
  • No primeiro teste clínico, envolvendo 17 pacientes, os pesquisadores localizaram a origem da superprodução hormonal em todos os casos, sem efeitos adversos.

O professor Bryan Williams, líder clínico do estudo, afirmou: “Há décadas aguardamos um teste como este. Ele tem potencial para transformar completamente o diagnóstico e permitir tratamentos muito mais direcionados.”

Novo exame pode revolucionar diagnóstico da pressão alta – Imagem: Chompoo Suriyo/Shutterstock

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Próximos passos e impacto esperado

A inovação é fruto de mais de dez anos de pesquisa do professor Erik Arstad e sua equipe, que desenvolveram o método para produzir o traçador. Um ensaio clínico de fase 2 já está em andamento para validar o uso rotineiro do teste no NHS.

No Reino Unido, mais de 14 milhões de pessoas convivem com hipertensão e muitas podem se beneficiar diretamente dessa descoberta.

Nova ferramenta pode gerar uma mudança estrutural na forma como a hipertensão é tratada (Imagem: Prostock-Studio/iStock)

Colaboração para o Olhar Digital

Leandro Criscuolo é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero. Já atuou como copywriter, analista de marketing digital e gestor de redes sociais. Atualmente, escreve para o Olhar Digital.

Editor(a) SEO

Layse Ventura é jornalista (Uerj), mestre em Engenharia e Gestão do Conhecimento (Ufsc) e pós-graduada em BI (Conquer). Acumula quase 20 anos de experiência como repórter, copywriter e SEO.