Barbary nega desvio de emendas após Flávio Dino acionar PF para investigá-lo; veja nota

O deputado do Acre negou as denúncias e afirmou que destinou emenda apenas para a produção de um estudo técnico sobre a estrada

O deputado Zezinho Barbary emitiu uma nota pública nesta segunda-feira (24) sobre o pedido do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, para que a Polícia Federal o investigue após suspeitas de desvios de recursos oriundos de emendas parlamentares.

Deputado Zezinho Barbary/Foto: Reprodução

As denúncias enviadas ao STF por três organizações — Associação Contas Abertas, Transparência Brasil e Transparência Internacional — indicam que Zezinho Barbary teria direcionado recursos de emendas para beneficiar pessoas de sua própria família em Porto Walter. As verbas teriam sido usadas para regularizar estradas abertas ilegalmente dentro de terras indígenas, em desacordo com a legislação ambiental. A reportagem citada pelas entidades é da Folha de S. Paulo.

Além de Barbary, também é citado na decisão de Dino o deputado Pedro Lucas Fernandes (União-MA).

O deputado do Acre negou as denúncias e afirmou que destinou emenda apenas para a produção de um estudo técnico sobre a estrada.

“O deputado federal Zezinho Barbary esclarece que a única emenda de sua autoria relacionada ao ramal em Porto Walter foi destinada via Governo do Estado do Acre (DERACRE), no valor de R$ 200.000,00, exclusivamente para a elaboração do Plano de Mitigação — etapa técnica obrigatória para cumprir todas as normas e exigências ambientais”, diz a nota enviada ao ContilNet pelo próprio parlamentar.

“Esse estudo é indispensável para viabilizar, dentro da legalidade, a futura estrada que poderá retirar Porto Walter do isolamento, atendendo a uma demanda histórica e de vital importância para a população do município”, acrescentou.

Por fim, o deputado reiterou que não há recursos de seu mandato destinados à construção do ramal.

“O deputado reafirma que não existe qualquer outro recurso de emenda parlamentar de sua autoria destinado à construção ou regularização desse ramal em Porto Walter”, concluiu.

Com a ordem, cabe agora à PF avaliar os documentos apresentados, investigar os indícios de ilegalidades e decidir se as informações serão anexadas a apurações já existentes ou se novos inquéritos deverão ser abertos.