Novo método permite detectar a contaminação por metanol em algumas horas e pode evitar novas fatalidades no país

Imagem: Governo do Estado de São Paulo

O governo de São Paulo anunciou na última quinta-feira (9) um novo protocolo para detectar metanol em bebidas adulteradas, desenvolvido pela Superintendência da Polícia Técnico-Científica (SPTC).

A medida é inédita no Brasil e já está sendo compartilhada com outros estados, em meio à crise sanitária provocada por casos fatais de intoxicação.

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Governo paulista acelera identificação de metanol com novo protocolo (Imagem: Natt Boonyatecha/iStock)

Detecção é feita em quatro etapas

  • O método permite resultados mais rápidos, uma vez que já foram confirmados 30 casos de contaminação
  • Ele também possibilita que peritos identifiquem a porcentagem tóxica de metanol mesmo sem laudo completo.
  • A análise é feita em quatro etapas, que incluem: seleção de amostras apreendidas; verificação de lacres, selos e rótulos; triagem com equipamento portátil para detectar substâncias químicas; e cromatografia gasosa, que determina a concentração exata do composto.

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Protocolo da Polícia Técnico-Científica reduz tempo de análise e será compartilhado com outros estados (Imagem: John Kevin/iStock)

Protocolo de padrão internacional

De acordo com a perita Karin Kawakami, o protocolo foi baseado em padrões internacionais, mas precisou ser aperfeiçoado para acelerar diagnósticos diante do aumento de casos.

“A gente já segue um protocolo internacional, mas tivemos que aprimorá-lo para obter resultados mais rápidos”, explicou Kawakami.

Até agora, cinco pessoas morreram em São Paulo por intoxicação com bebidas contaminadas e 23 casos foram confirmados. As autoridades esperam que o novo sistema ajude a identificar rapidamente produtos falsificados e evitar novas mortes.

Nova técnica agiliza perícias e já confirmou 30 casos de contaminação; cinco pessoas morreram no estado (Imagem: Pawel Kacperek/iStock)

Colaboração para o Olhar Digital

Leandro Criscuolo é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero. Já atuou como copywriter, analista de marketing digital e gestor de redes sociais. Atualmente, escreve para o Olhar Digital.