A Polícia Civil do Acre, por meio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), deflagrou a Operação Redentor, que culminou na prisão de D. C. de C., conhecido como “Salomão”, apontado como uma das principais lideranças de uma organização criminosa com atuação no Conjunto Habitacional Cidade do Povo e regiões próximas, em Rio Branco.

Segundo o delegado, Alcino Júnior, a prisão representa um golpe importante contra a criminalidade na região: /Foto: ContilNet
De acordo com o delegado Alcino Júnior, titular da DHPP, a operação foi resultado de uma investigação voltada a impedir ações de coação relacionadas a processos de homicídios que tramitam na Vara do Júri.
“Essa operação é resultado de uma investigação que objetivava primeiro fazer cessar uma coação no curso do processo, perpetrada por um cidadão de apelido Salomão. Ele substituiu a liderança da organização criminosa que atuava na Cidade do Povo e, a partir daí, passou a exercer extorsões em comércios e residências, expulsar moradores e vender imóveis para financiar a facção”, explicou.
Durante o cumprimento de três mandados de busca na Cidade do Povo e um no bairro 15, os agentes localizaram o investigado e efetuaram sua prisão preventiva. No local também estava um homem monitorado por tornozeleira eletrônica, que dava abrigo ao suspeito. Os policiais encontraram ainda uma metralhadora fabricada com tecnologia de impressora 3D, equipada com dois carregadores e mira laser, o que chamou atenção das autoridades.
“É uma arma produzida com tecnologia de impressora 3D, que pode ser adaptada com silenciador, luneta e outros acessórios. Para nós, é uma apreensão de grande relevância, porque demonstra o poderio bélico da organização criminosa”, destacou o delegado.
As investigações apontam que “Salomão” também estaria envolvido em práticas de intimidação e expulsão de moradores da comunidade.
“Diversas famílias registraram boletins de ocorrência relatando expulsões e ameaças. Em alguns casos, as casas eram incendiadas quando os moradores resistiam em sair. Muitas vítimas só aceitaram prestar depoimento depois de deixar o estado por medo das represálias”, acrescentou Alcino.
Segundo o delegado, a prisão representa um golpe importante contra a criminalidade na região. “Foi uma prisão importante porque retira essa liderança que protagoniza diversos crimes com um viés miliciano, trazendo um alento à população daquela área”, concluiu.
