A Polícia Civil abriu investigação para apurar uma denúncia de maus-tratos contra um aluno de apenas quatro anos da escola infantil Menino Jesus, localizada em Brasileia, no interior do Acre. A mãe do menino, Mayra, registrou um boletim de ocorrência e acionou o Ministério Público, alegando que o filho, Luiz Gabriel, foi despido e submetido a um banho forçado por funcionários da instituição durante uma crise emocional.

o filho, Luiz Gabriel, foi despido e submetido a um banho forçado por funcionários da instituição durante uma crise emocional: foto/ Reprodução
Segundo o relato da mãe, o episódio aconteceu no último dia 6 de outubro, durante atividades alusivas ao Dia das Crianças. Ela contou que recebeu uma ligação da direção informando sobre o ocorrido.
“Por volta das 15h20, a diretora me ligou dizendo que ele estava em crise e que haviam dado um banho nele para acalmar. Quando cheguei à escola, encontrei meu filho molhado, de cueca, descalço, chorando e em prantos dentro da sala”, relatou Mayra.
De acordo com o depoimento, quatro adultos — a diretora, a coordenadora, uma professora de educação especial e o porteiro — teriam contido o menino e o despido à força para realizar o banho. “Tiraram a roupa dele e deram banho à força. Ele me disse que não queria mais ir à escola e que odiava o homem que tirou sua roupa”, afirmou a mãe, visivelmente abalada.
Mayra informou ainda que o filho está sendo acompanhado por profissionais de saúde, que investigam a possibilidade de ele apresentar algum grau de autismo.
“Independentemente disso, o que fizeram foi abusivo e violento. Ele ficou com marcas físicas e psicológicas. Hoje, ele não quer mais frequentar a escola”, declarou.
Após o episódio, a família tentou dialogar com a direção da instituição e buscar apoio da Secretaria Municipal de Educação, mas, segundo Mayra, não obteve retorno. “Ninguém me procurou para saber como ele está. Resolvi acionar o Ministério Público e a polícia para garantir os direitos dele”, completou.
A reportagem solicitou um posicionamento oficial da Secretaria Municipal de Educação e da direção da escola Menino Jesus, mas até o momento não houve resposta.