Durante o Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização sobre os cuidados com a saúde feminina, instituições públicas de saúde do Acre intensificam as ações de alerta e prevenção contra o câncer de mama e o câncer do colo do útero. A mobilização, que ocorre em todo o país, ganha destaque especial no estado, onde a rede pública estima cerca de 70 novos casos anuais da doença que afeta o colo do útero.

Acre intensificam as ações de alerta e prevenção contra o câncer de mama e o câncer do colo do útero: Foto/Reprodução
Somente entre 1º de janeiro e 1º de outubro deste ano, o Acre já contabilizou 115 diagnósticos confirmados de câncer de mama, o que representa 87% do total registrado em 2024, quando 132 casos foram notificados. Entre 2023 e 2025, o número acumulado chegou a 391 novos diagnósticos, sendo a maioria em mulheres, de acordo com dados da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre).
A identificação precoce da doença continua sendo o fator mais determinante para o sucesso do tratamento. Exames de rotina, mamografias regulares e a prática do autoexame são medidas essenciais para detectar alterações ainda nos estágios iniciais.
O Ministério da Saúde reforça que a mamografia é capaz de revelar tumores que ainda não podem ser percebidos ao toque, permitindo intervenções menos invasivas e com maiores chances de cura. Em setembro, a pasta ampliou o acesso ao exame pelo SUS, garantindo atendimento a um público mais amplo.
Antes, o exame era direcionado principalmente às mulheres entre 50 e 69 anos. Agora, todas as mulheres a partir dos 40 anos podem realizar a mamografia gratuitamente. Aquelas com histórico familiar de câncer devem iniciar o acompanhamento ainda mais cedo.
No Acre, o exame pode ser solicitado nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Após avaliação médica, a paciente é encaminhada ao Centro de Controle Oncológico do Acre (Cecon), em Rio Branco — referência estadual no diagnóstico e tratamento de câncer. Além de oferecer exames e terapias, o Cecon também atua na educação preventiva, incentivando práticas saudáveis como alimentação equilibrada, atividades físicas e o abandono do tabagismo e do consumo de álcool, fatores que reduzem significativamente o risco de desenvolvimento da doença.
Outro ponto de atenção é o câncer do colo do útero, que continua entre os maiores desafios da saúde pública feminina no estado. A prevenção é possível por meio do exame Papanicolau, disponível em todas as unidades de saúde, e da vacinação contra o HPV, ofertada gratuitamente para meninas e meninos pelo sistema público.