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OpenAI e Microsoft entram em nova fase da corrida pela Inteligência Artificial Geral (AGI)

OpenAI e Microsoft entram em nova fase da corrida pela Inteligência Artificial Geral (AGI)

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A OpenAI encerra outubro em meio a uma profunda reestruturação: agora com fins lucrativos, um novo acordo com a Microsoft e uma pressão inédita para alcançar a chamada inteligência artificial geral (AGI). O termo refere-se a sistemas de IA capazes de igualar ou superar a capacidade cognitiva humana — um marco que, embora ainda teórico, tornou-se o principal objetivo da indústria global de tecnologia. As informações são do The Verge.

A nova fase da parceria entre OpenAI e Microsoft

A colaboração entre as duas empresas começou em 2019, com uma cláusula de AGI que previa que a Microsoft teria acesso à tecnologia da OpenAI até que esta atingisse o marco de criar uma inteligência geral artificial. A partir do novo acordo, anunciado nesta semana, a relação entre as companhias muda de forma significativa.

Logo da OpenAI em um smartphone
OpenAI está em uma imensa reestruturação e faz acordo com a Microsoft (Imagem: JarTee/Shutterstock)

A OpenAI precisava da aprovação da Microsoft para concluir sua transição para empresa com fins lucrativos — um passo que poderia lhe custar até US$ 10 bilhões se não fosse concluído até o fim do ano. Como resultado das negociações, a Microsoft garantiu novas concessões importantes:

Essas mudanças colocam as duas gigantes em uma competição direta dentro de um mesmo campo que antes era colaborativo.

AGI: conceito, disputa e incertezas

O novo acordo deixa claro que a Microsoft pode usar a propriedade intelectual da OpenAI — inclusive métodos e modelos internos — para desenvolver suas próprias soluções de AGI. Isso inclui até cooperações com concorrentes diretos da OpenAI, como a Anthropic, empresa da qual a Microsoft já passou a adquirir tecnologia de IA.

Novo acordo estabelece que a Microsoft pode usar a propriedade intelectual da OpenAI (Imagem: nitpicker/Shutterstock)

A corrida pela AGI ganhou intensidade, com estimativas otimistas surgindo no setor. O CEO da OpenAI, Sam Altman, afirmou que a empresa acredita saber como construir AGI e mira 2025 como possível marco. Já o CEO da Anthropic, Dario Amodei, prevê que uma IA “poderosa” possa surgir entre 2026 e os próximos anos.

Apesar do otimismo, a própria OpenAI reconhece que o conceito de AGI tornou-se difuso. Altman declarou recentemente que o termo está “sobrecarregado” e perdeu parte de seu significado original, defendendo que o foco deve ser em desenvolver um “pesquisador automatizado de IA” até 2028.

Novo foco: AGI pessoal e hardware próprio

Em meio às tensões, a OpenAI também aposta em novos caminhos. O novo acordo garante que a Microsoft não terá acesso à propriedade intelectual relacionada ao hardware da startup, o que reforça os planos da empresa de investir em um dispositivo próprio, desenvolvido com o designer Jony Ive, ex-Apple. A proposta é criar uma “AGI pessoal” que possa auxiliar usuários em tarefas de trabalho e vida cotidiana — um conceito similar ao de “superinteligência pessoal” defendido por Mark Zuckerberg, da Meta.

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O futuro da OpenAI e de sua parceria com a Microsoft deve moldar o ritmo da corrida pela AGI e, potencialmente, redefinir o papel da inteligência artificial na economia global. Enquanto bilhões de dólares e interesses corporativos se alinham nessa disputa, a pergunta central permanece: quem chegará primeiro à verdadeira inteligência artificial geral?

Ritmo da corrida pela AGI será moldado por esta nova parceria entre OpenAI e Microsoft (Imagem: Gumbariya/Shutterstock)
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