Segundo um novo estudo, o ictiossauro provavelmente tinha cerca de três metros de comprimento, além de um focinho em forma de espada
Um fóssil quase completo encontrado no Reino Unido pode ser fundamental no estudo da evolução. Análises revelaram que trata-se de uma nova espécie de um réptil marinho antigo que teria vivido na época dos dinossauros.
O espécime data do período do Jurássico Inferior conhecido como Pliensbachiano, que durou de cerca de 193 milhões a 184 milhões de anos atrás. A descoberta foi descrita em estudo publicado na revista Papers in Palaeontology.

Fóssil foi localizado em 2001, mas não havia sido estudado até hoje
- O fóssil foi localizado pelo colecionador Chris Moore, em 2001, ao longo da Costa Jurássica, um trecho de 154 quilômetros da costa em Dorset, na atual Inglaterra.
- A região é conhecida pela grande quantidade de fósseis.
- Após a descoberta, Moore vendeu o fóssil para o Museu Real de Ontário, no Canadá.
- Ele recebeu o nome de Xiphodracon goldencapsis.
- A nomenclatura vem das palavras gregas “xiphos”, que significa espada, e “dracon”, que significa dragão, uma referência ao apelido “dragões marinhos” dos ictiossauros.
- Embora tenham sido identificados como pertencentes a um ictiossauro, os restos mortais não foram estudados por décadas.
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Espécie revela mudanças evolutivas
Segundo a mais recente análise dos pesquisadores, o ictiossauro provavelmente tinha cerca de três metros de comprimento. Além disso, possuía grandes órbitas oculares e um focinho longo e estreito em forma de espada.
Os ossos e dentes são malformados, o que sugere ferimentos graves ou doenças enquanto o animal ainda estava vivo. Já o crânio parece ter sido mordido por um grande predador, provavelmente muito maior, indicando como a vida nos oceanos mesozóicos podia ser perigosa.
As análises ainda revelaram que o ictiossauro em questão está mais intimamente relacionado às espécies do Jurássico Inferior. As principais diferenças incluem uma narina externa em forma de cunha e uma maxila que forma quase toda a borda da narina externa.
Os cientistas acreditam que essas mudanças ocorreram no início do Pliensbachian. No entanto, ainda não é possível afirmar o que teria motivado estas alterações. O fóssil está em exibição no Museu Real de Ontário.
Colaboração para o Olhar Digital
Alessandro Di Lorenzo é formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e atua na área desde 2014. Trabalhou nas redações da BandNews FM em Porto Alegre e em São Paulo.