Juruá Informativo

Redes sociais são bloqueadas no Nepal: “precedente perigoso”

Redes sociais são bloqueadas no Nepal: “precedente perigoso”

O governo do Nepal vai restringir o acesso a 26 plataformas de mídia social, incluindo Facebook, Instagram, YouTube e X.

A medida foi repassada nesta quinta-feira (4) pelo Ministério da Comunicação e Tecnologia da Informação à Autoridade de Telecomunicações do país asiático, que ficou responsável por instruir os provedores de serviços de internet sobre a nova proibição.

facebook
Facebook é a rede social mais acessada no país (87%) (Imagem: Diego Thomazini/Shutterstock)

A decisão ocorre após a Suprema Corte do Nepal determinar a obrigatoriedade do registro local das plataformas — exigência feita pelo próprio governo, justificando que o objetivo era coibir a desinformação. O tribunal, no entanto, não ordenou o banimento das plataformas, mas, sim, que as companhias tomassem as providências legais de forma imediata.

Em 25 de agosto, as autoridades divulgaram uma diretriz que estabelecia o prazo de sete dias para que as empresas registrassem as operações no Nepal, designando uma pessoa de contato local. Segundo o governo, as únicas plataformas que seguiram a orientação foram o TikTok, da chinesa ByteDance, e o Viber, da Rússia, que seguem válidos.

Reação negativa das redes sociais

Palácio Narayanhiti, sede do governo do Nepal, no centro de Katmandu (Imagem: Boyloso/iStock)

“A proibição generalizada das mídias sociais no Nepal estabelece um precedente perigoso para a liberdade de imprensa”, disse o Diretor Regional do Comitê para a Proteção dos Jornalistas, Beh Lih Yi. Para a Federação de Jornalistas Nepaleses, a medida “prejudica a liberdade de imprensa e o direito dos cidadãos à informação”.

Leia mais:

E agora?

O acesso às redes sociais pode ser restabelecido gradualmente se as empresas iniciarem o processo de registro, de acordo com a diretriz do Ministério da Comunicação e Tecnologia da Informação.

Em entrevista ao site de notícias Corporate Nepal, a Secretária do Ministério das Comunicações, Radhika Aryal, afirmou que a Meta, empresa controladora do Facebook e do Instagram, havia recusado, repetidamente, os pedidos governamentais de registro.

A Meta, o X e o Google, dona do YouTube, foram procurados pelo Comitê para a Proteção dos Jornalistas, mas não responderam aos pedidos de comentário.

Meta teria recusado repetidamente os pedidos governamentais de registro (Imagem: mundissima/Shutterstock)
Sair da versão mobile